A importância da comunicação na disseminação da sustentabilidade

“Falando inicialmente sobre o papel da comunicação na construção de marca, ela é ferramenta fundamental para criar conexões de relacionamento entre todos os stakeholders”, destaca Mirella | Foto: Freepik

*Por Mirella Marchi

Não é de hoje que a sustentabilidade é preceito para todos e, principalmente, para as empresas e grandes marcas. Ter responsabilidade para utilizar os recursos naturais sem comprometê-los para as gerações futuras é primordial para o planeta, mas também para a imagem corporativa e para os próprios negócios.

Isso nos mostra como todo o ecossistema de consumo está atento a questões como o uso de fontes de energia renováveis e limpas, o racionamento e controle na exploração de recursos minerais, reciclagem de resíduos, entre outras ações de sustentabilidade. Mas a pergunta para os profissionais que tem como desafio implementar o desenvolvimento sustentável na empresa é: “como engajar os colaboradores e a sociedade em prol da conscientização para que cada um faça a sua parte?”

Acredito que você já tenha ouvido falar que boas notícias fomentam boas notícias, certo? E essa estratégia é justamente um ponto de partida para impactar funcionários, fornecedores, clientes e até os concorrentes da marca. Compartilhar atitudes sustentáveis é um papel que todos podemos cumprir, tanto como pessoa física e, principalmente, como pessoa jurídica. E as organizações têm um importante papel na disseminação da sustentabilidade junto a todos os seus stakeholders de forma a conscientizá-los da responsabilidade de cada um nesse assunto tão sensível.

Falando inicialmente sobre o papel da comunicação na construção de marca, ela é ferramenta fundamental para criar conexões de relacionamento entre todos os stakeholders. Comunicação externa trabalha as divulgações para os diferentes públicos fora da empresa, por meio da imprensa, redes sociais e comunicados nos pontos de vendas e, ao compartilhá-las com a sociedade, é possível fomentar o diálogo sobre sustentabilidade e garantir que o tema se torne ainda mais conhecido, e práticas sustentáveis sejam ampliadas.

Já a comunicação interna é um meio primordial para o engajamento dos funcionários com a marca e para ser transparente no compartilhamento dos diferentes cenários, que possam impactar os negócios e o dia a dia dos trabalhadores da companhia. E as ações de sustentabilidade devem ser comunicadas justamente com esses dois propósitos: informar as novas atitudes da empresa e fomentar o envolvimento geral.

Além disso, criar um comitê de sustentabilidade é importante para tornar o tema relevante dentro da empresa. É ele quem coordena o desenvolvimento e implementação de práticas sustentáveis, além da discussão para conscientização dos profissionais em temas como coleta seletiva, pegada hídrica, reflorestamento, pegada de carbono – estabelecendo metas para reduzir as emissões diretas (relacionadas à água e energia) e indiretas (transporte, resíduo sólido e viagens). O objetivo é disseminar as ações entre os colaboradores e conscientizá-los sobre a importância de ser sustentável não só para a empresa, mas para a sua vida, afinal, muitos deles começam a ter contato com o tema por meio da organização

Uma pesquisa da consultoria Gallup aponta que colaboradores engajados apresentam desempenho 147% melhor, além disso, esses funcionários também aumentam a satisfação do cliente, gerando um volume 20% maior de vendas. Agora, com esses resultados em mente, imagine toda uma empresa com 100% dos empregados comprometidos com desenvolvimento sustentável. E esse é o papel da comunicação na disseminação do conhecimento e dos frutos colhidos.

Claro que apenas o discurso isolado não faz milagre e, por isso, além do time de comunicação interna, os líderes e gestores precisam ser pioneiros e estarem à frente desses projetos. Servir de exemplo e compartilhar atitudes de desenvolvimento sustentável no dia a dia, nas redes sociais, ou em eventos e webinars, tem o poder de conectar toda a comunidade a sua volta, envolvendo, inclusive, o público externo.

Pode parecer simples, mas um líder que inspira uma equipe e uma comunicação interna eficaz, faz com que os colaboradores – em um primeiro momento aqueles mais atentos às questões ambientais – levem alguns projetos mais simples, como coleta seletiva, por exemplo, além da empresa, engajando também amigos e familiares. Com isso, criamos uma rede em prol da sustentabilidade, que vai além dos muros da organização e impactam verdadeiramente a vida das famílias.

Em síntese, acredito que o desenvolvimento sustentável tem como base três pilares: a mudança de mindset, para transformar o status quo e tirar projetos do papel; uma comunicação 360º, para compartilhar o conhecimento e engajar os diferentes públicos com que a marca se relacione; e líderes ativos, para inspirarem e servirem de exemplo. Leve a sustentabilidade nas raízes da companhia e faça dela o pilar para garantir o futuro.

*Mirella Marchi é gerente de Comunicação e Relacionamento da Nissin.

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