EDITORIAL | Joguem os livros de receitas fora

Por Carlos A.B. Balladas*

Estamos vivendo um fenômeno nunca vivido na história da humanidade. As receitas das outras crises não servem para a crise presente. Eu vejo uma saída: distribuir dinheiro, e muito; como Trump está fazendo. O Brasil tem capacidade para tal. Não tem dívida externa (paga já no governo Lula. lembram?), possui reservas em dólares e tem crédito internacional. E o Banco Central zerar a Selic – assim os bancos terão que colocar o dinheiro no mercado, e os juros cairiam.

Não sou economista, apenas um estudioso ávido do assunto, em especial macroeconomia. Minha formação é em Marketing, matéria que lecionei em cursos de graduação e pós-graduação.

Vejo o Paulo Guedes completamente despreparado para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia. As medidas tomadas até o momento são tímidas, mesmo assim de resultados duvidosos. A escola econômica de Chicago, seguida por Guedes e outros do governo, não tem respostas para uma crise desta dimensão, de caráter mundial.

Alguns conceitos de Keynes, que tiraram outros países de depressões parecem adequadas, mas ajustadas às circunstâncias da pandemia. O que se vê no momento são economistas e empresários consultando livros e receitando soluções como a jovem que vai fazer um bolo com o caderno de receitas da vovó.

Em tempo: Amador Aguiar não era economista, fez o maior banco do Brasil e detestava economistas.

*Carlos A.B. Balladas é Publisher da revista e portal Negócios em Movimento e CEO da Redemidia.TV

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