Em época de eleição, a rede social pode ser uma vilã e impactar a empregabilidade

Não é recomendado compartilhar conteúdos de posição política e, principalmente, disseminar discursos de ódio e fake news, orienta Vasconcelos | Foto: divulgação

Por Richard Vasconcelos

As redes sociais se tornaram uma ferramenta para o RH quando o assunto é contratação. Sim, não é de hoje que os perfis dos candidatos viraram uma vitrine para acompanhar o que o candidato a vaga costuma fazer, o que ele pensa e, o principal, quais os tipos de assunto que ele costuma compartilhar em sua timeline.

Muitas vezes, o recrutador acaba utilizando as redes sociais para pré-selecionar os candidatos e utilizam dessas mídias para traçar o perfil e personalidades dessas pessoas, uma vez que no currículo, as informações são apenas profissionais. Em época de isolamento social, as entrevistas estão ocorrendo de forma virtual, por isso, esse é o momento que mais os avaliadores buscam utilizar essa ferramenta para conhecer sobre o candidatos.

Agora fica a dúvida dos candidatos: como devo me comportar na redes sociais se o meu principal objetivo é encontrar um emprego nesse momento de isolamento social? A dica primordial aqui é cuidado com o que se compartilha e se escreve nas timeline das diversas mídias.

É comum utilizar as redes sociais para expor opiniões sobre diversos assuntos, mas agora que estamos em período eleitoral é necessário muito cuidado com a exposição política. A maioria das pessoas têm sua posição partidária, mas no momento em de empregabilidade, explanar e compartilhar discurso de ódio e fake news sobre os candidatos à eleição, pode ser um tiro no pé. Isso porque os recrutadores analisam esse tipo de perfil como assuntos polêmicos e pode enxergar o candidato como uma pessoas que pode causar controvérsias em diversos campos discursivos dentro da própria organização. É válido falar que essa dica também é importante no momento da entrevista, jamais aponte quais são suas escolhas partidárias ou qualquer outro assunto conhecido por gerar polêmica.

Outro ponto a se atentar é ter cautela nos comentários em posts de amigos, principalmente no Linkedin – rede social voltada para relacionamentos profissionais que pode ser usada para encontrar emprego, anunciar vagas, fazer parcerias e networking – para aqueles que não sabem, a rede possui uma área que mostra todas as atividades do usuário e é nesta função que o recrutador mais costuma analisar os profissionais.

Para tornar-se um candidato benquisto, utilize as mídias sociais, principalmente no Linkedin, para criar conteúdos sobre sua área profissional. Redija artigos sobre o mercado em que atua, compartilhe notícias de sites confiáveis que trazem informações interessantes para sua rede de amigos, para assim, impactar positivamente avaliadores e recrutadores. Desta forma, o profissional será conhecido pelo conhecimento da área e como um disseminador de conteúdos relevantes.

*Richard Vasconcelos é CEO da LEO Learning Brasil.

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