Ética na condução dos negócios

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Por Susana Falchi*

O País vivencia um momento sem precedentes, tanto no ambiente político, econômico e social, quanto no das empresas. Para que tudo que veio à tona surta um efeito benéfico e duradouro, faz-se necessária uma nova forma de fazer negócios, que transcorra a partir de decisões éticas e responsivas, tanto no segmento público quanto no privado.

Rever a forma de fazer negócios significa definir claramente qual é o propósito de uma empresa. Neste contexto, o discurso de se obter resultado a qualquer custo não tem mais espaço. É preciso agir de acordo com os valores fundamentais da sociedade e, assim, garantir a sustentabilidade e perenidade da organização a que se representa.

As boas práticas de Governança Corporativa são um caminho que garante respostas adequadas a todos os stakeholders. Um modelo de gestão empresarial deve proporcionar transparência nos processos e na prestação de contas, equidade no tratamento com todos com que têm alguma relação com a corporação – sejam colaboradores, clientes ou comunidade – e responsabilidade corporativa, o que significa atuar e decidir em prol do negócio e não priorizando o interesse individual.

Outro ponto fundamental é a criação de um conselho de administração, composto por membros independentes, de diversas formações, experiências e perfis comportamentais, que avaliem quais são as melhores decisões no sentido de garantir a perenidade empresarial.

O modelo de remuneração executiva é um outro aspecto que deve ser levado em conta nessa mudança. Remunerar executivos com base nos resultados do ano em exercício, pode trazer graves consequências, pois, na prática, muitos priorizam o bônus anual e não os resultados empresariais que sustentam a empresa.

A grande maioria dos casos de corrupção trazidos pela imprensa nos últimos anos envolve corporações, não somente as públicas, mas muitas de capital privado. A mudança que se almeja passa, necessariamente, por ações norteadas pela ética, em todos os níveis. Se as corporações agirem nesse sentido, poderá surgir, em breve, um novo modelo de gestão empresarial que possibilitará resgatar a credibilidade do Brasil.

*Susana Falchi é CEO da HSD Consultoria em RH

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