Impressão 3D: como a tecnologia muda o processo de criação de produtos?

“Com acesso à impressão 3D, os designers podem manter o processo de criação 100% dentro das empresas e eliminam a comunicação externa, que alongava os prazos e aumentava as chances de problemas”, comenta Soares | Foto: divulgação

*Por Anderson Soares

Quando os designers chegam à fase intermediária do processo de design, todos os principais detalhes já foram decididos. Nesse momento, chega a hora dos profissionais iniciarem o processo de iteração para aperfeiçoar o design do produto que, futuramente, será lançado para o mercado e o consumidor final.

Essencial para o sucesso do design, é na iteração que a equipe de desenvolvimento entenderá mais sobre o impacto das suas decisões no desempenho, na confiabilidade e no custo do produto final, o que inclui ainda, a produção de modelos 2D e 3D que ajudam a aperfeiçoar o formato, a cor e a ergonomia do produto para aprovação do cliente.

Nesse momento, tecnologias de ponta, como a impressão 3D PolyJet da Stratasys (impressão 3D em cores e materiais múltiplos) podem ser decisivas, e os grandes diferenciais que definirão o sucesso ou não de um produto. De olho nessas tecnologias e no crescimento dos seus negócios, grandes empresas já perceberam que possuir, in loco, impressoras 3D capazes de criar protótipos detalhados, e em diversos materiais e cores, é um divisor de águas entre quem triunfa ou fracassa.

Para entender mais sobre a importância da criação de protótipos, é preciso ressaltar que essa é uma etapa crítica no processo de design, que garante que o conceito do cliente funcione da maneira como deveria.

Apesar de existirem muitos tipos de prototipagem, dois são mais comuns, o de baixa e o de alta fidelidade. Protótipos de baixa fidelidade costumam, como já diz o nome, ser desenhos incompletos que se preocupam, no geral, apenas com a forma e o tamanho. Já os protótipos de alta fidelidade, por outro lado, são os mais próximos possíveis do produto final, e é no caso deles que a impressão 3D é uma grande aliada.

Esses protótipos podem incorporar realismo de cores e texturas, inclusive, testar a funcionalidade do produto. Contudo, eles costumam ser mais caros e demorados para se produzir e, normalmente, esse é um serviço que acaba sendo terceirizado pelas empresas e designers.

Infelizmente, quando há essa terceirização da prototipagem, alguns problemas surgem. Esses problemas vão desde a exposição de um projeto sigiloso antes da hora para o público, ou mesmo um rival, até dificuldades de afinação e qualidade do produto final, pois, com a terceirização, aumenta-se o ruído na comunicação entre cliente, empresa e fornecedor terceirizado, impactando o produto final de maneira negativa.

Além disso, o custo com a terceirização mostra-se incompatível com a realidade de muitas empresas que, mais do que nunca, buscam reduzir ao máximo seus gastos operacionais. Para se ter ideia, dependendo do modelo, um protótipo feito por injeção pode chegar a custar mais de R$ 50 mil no Brasil.

Dessa maneira, cada vez mais empresas que buscam mudar os processos de criação, reduzir custos e melhorar seus produtos, encontram na tecnologia PolyJet, presente nas impressoras 3D da série J8 e J55 da Stratasys, uma aliada para otimizar e maximizar os resultados do processo de design.

Com acesso à impressão 3D, os designers podem manter o processo de criação 100% dentro das empresas e eliminam a comunicação externa que alongava os prazos e aumentava as chances de problemas.

A impressão 3D consegue reduzir o prazo de entrega dos modelos, assim como o tempo para a correção de erros desnecessários que ocorriam devido à terceirização e a comunicação externa. Isso traz mais flexibilidade no tempo de criação do protótipo e permite que os designers experimentem novas ideias e iterem com mais frequência, resultando em melhores produtos. A tecnologia permite ainda que os designers produzam protótipos de maneira mais inteligente e rápida.

Além disso, a velocidade e o fluxo de trabalho simplificados da impressão 3D concedem aos designers a liberdade de criar dezenas de protótipos de alta fidelidade em menos de um dia (em comparação com uma semana usando métodos tradicionais), incluindo cores e acabamentos precisos com apenas alguns cliques. Por fim, protótipos extremamente detalhados ajudam os designers a trabalharem em direção a um “modelo de ouro”, ou seja, a chegarem ao modelo perfeito.

A tecnologia PolyJet fornece recursos que permitem criar protótipos que parecem, comportam-se e até funcionam como o produto final. Com a tecnologia, em apenas algumas horas, os designers podem ter um protótipo realista e colorido em suas mãos para avaliar a cor, textura e ergonomia do produto. Isso significa ter melhor feedback e aprovação mais rápida dos clientes. Diferenciais fundamentais que só a tecnologia 3D permite.

*Anderson Soares é territory manager da Stratasys no Brasil. 

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