Inovação: a alavanca para o setor de materiais de construção

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Foto: Divulgação

Por Daniel Alberto Cardozo Junior*


Incrementar a produtividade e incentivar a competitividade das indústrias são fatores que dão à economia um novo ânimo, após os passos trôpegos dos últimos anos. O setor de materiais de construção civil, um dos mais afetados pela crise, volta a demonstrar seu fôlego, alimentado pela queda nas taxas de juros, diminuição do estoque de imóveis prontos, à venda, e retomada das concessões do governo. É um bom momento para empreender, e o Brasil é, cada vez mais, um país repleto de oportunidades. É preciso apostar em inovação, com os pés no chão, para fortalecer os negócios e garantir sucesso nas vendas.

 

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o faturamento desse ramo industrial avançou  2,1% e o setor prevê uma performance mais consistente em 2019, com crescimento de até 2 pontos percentuais acima do PIB. Pela projeção da Fundação Getulio Vargas (FGV), a produção deverá ter uma expansão  anual média em torno de 5%, entre 2019 e 2022. Considerando o cenário mais positivo, inovar é necessário, e o caminho das pedras para se destacar no mercado. Não se trata de apenas investir em novas tecnologias no negócio, e sim de inserir a cultura de inovação em toda a gestão, fazendo com que o conceito se torne parte do DNA da empresa. Nessa perspectiva, é necessário aprimoramento constante, qualificação, além de visão para adoção de soluções cada vez mais sustentáveis, viáveis e acessíveis ao consumidor.

 

Uma boa ideia que se transforma em solução, efetivamente, gera lucro e precisa ser pensada e repensada estrategicamente. A Víqua, por exemplo, retoma os seus lançamentos, com novo design nas linhas de torneiras e a incorporação do cartucho com acionamento ¼ de volta em 32 modelos. Foram dois anos de estudos para lançar o mecanismo, necessidade observada por meio  de pesquisas de mercado e demandas de clientes na área comercial, que leva uma comodidade relevante para públicos mais amplos que, até então, não tinham acesso a esse tipo de recurso, característico de linhas mais caras. Com base em inovações como essa, a empresa trabalha em um quadro de retomada do mercado de materiais de construção em torno de 4% a 5% para 2019.  

 

O otimismo é reflexo do que mercado já nos mostra. A dica é inovar, mas, como ainda trabalhamos com a incerteza, ser um pouco conservador para não colocar o negócio em risco e, ao mesmo tempo, ter flexibilidade para mudar o plano com facilidade, tendo em vista uma eventual mudança de cenário.

*Daniel Alberto Cardozo Junior é presidente da Víqua Indústria de Plásticos

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