Inovação e tecnologia são ingredientes para faturar muito com negócios disruptivos

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As operações de Fusões & Aquisições (M & A) se tornarão recorrentes, fazendo com que o setor de serviços cresça juntamente com as startups, avalia Passinato | Foto: divulgação

*Por Daniel Passinato

O conceito de startup veio para ficar. Hoje o mundo gira em torno da inovação e de novas soluções, tanto para problemas já conhecidos, quanto para os que estão surgindo.

Há mais de 30 anos as grandes economias mundiais estão se concentrando na geração de novas tecnologias e novas soluções. Veja, por exemplo, o estado da Califórnia nos Estados Unidos, onde fica o chamado Vale do Silício, polo gerador de novas tecnologias e onde estão concentradas inúmeras das mais importantes empresas do setor.

A Califórnia, muito em razão da inovação e tecnologia, se fosse um país, teria o 5º maior PIB do mundo, ultrapassando inclusive o Brasil. Somente para ilustrar, esse estado possui 40 milhões de habitantes, enquanto o Brasil se aproxima de 220 milhões.

Este é apenas um exemplo, mas poderíamos citar Israel, Estônia, Chile e Coréia do Sul. Todos estão crescendo e se desenvolvendo a partir da geração de novas tecnologias.

2018 para as startups brasileiras

O ano de 2018 foi um dos mais relevantes, se não o mais importante, para as startups brasileiras. O ecossistema se fortaleceu em todos os sentidos, pois os players se tornaram muito mais ativos.

Aceleradoras e incubadoras se espalharam pelo território brasileiro de uma maneira nunca antes vista. Cidades interioranas receberam projetos importantes de inovação, como, por exemplo, Campo Grande no Mato Grosso do Sul, que possui um projeto muito importante, chamado Living Lab, vinculado ao SEBRAE/MS.

Importante destacar que dois grandes bancos (Bradesco e Itaú) se consolidaram neste ambiente. O Bradesco inaugurou seu espaço chamado InovaBra e o Itaú ampliou o já conhecido Cubo.

Também tivemos algumas startups brasileiras classificadas como unicórnios, aquelas que em valor de mercado, batem 1 bilhão de dólares: 99, Nubank, PagSeguro, Stone, Movile, iFood e Arco.

No setor de investimento, pudemos assistir o ganho de musculatura dos fundos especializados em startups e um aquecimento nas operações de injeção de dinheiro em startups. O capital público também passou a fazer parte dos investimentos, algo ainda pequeno, mas já muito maior do que nos anos anteriores, principalmente via FINEP.

Isso tudo levou a uma acentuada contratação de mão de obra e de serviços especializados, o que demonstra a pujança do ecossistema.

Expectativa para 2019

Já 2019 tem tudo para fazer o ecossistema se consolidar e ganhar um papel de destaque na retomada econômica.

Não se pode esquecer que o país passou por uma profunda crise nos últimos anos. Verificamos um acentuado recrudescimento econômico.

Para a retomada econômica e a geração de emprego e renda, as teorias econômicas contemporâneas demonstram que uma saída ótima e eficiente ocorre por intermédio da inovação e tecnologia.

É neste instante que o papel das startups ganha musculatura, pois inovação e tecnologia são características indissociáveis destes novos negócios.

Portanto, acredito que esse ano será de consolidação do ecossistema e de maior atratividade de investimentos. Com isso, as operações de Fusões & Aquisições (M & A) se tornarão recorrentes, fazendo com que o setor de serviços cresça juntamente com as startups.

Dessa forma, o empresário, mais do que nunca, deve estar atento aos movimentos econômicos sinalizados pelo governo. Com a criação do chamado Superministério da Economia, parece saudável acompanhar de perto os cadernos econômicos dos principais jornais do país.

*Daniel Passinato é advogado especialista em Direito Empresarial (LLM FIEP/PR), fundador da Passinato & Graebin – Sociedade de Advogados. É professor de Direito Empresarial no Centro Universitário UniDomBosco. Conciliador e Mediador certificado pelo Conselho Nacional da Justiça (CNJ). 

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