Koinonia

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Foto: Reprodução

Por Benício José Filho*

Bem, você deve estar me perguntando por que começar este artigo com um termo estranho como esse. Então, caro amigo, Koinonia é uma palavrinha grega que em sua origem significa comunhão com a Terra e com tudo que tem relação com ela. Olha, quando pensei em escrever este texto, logo veio na minha mente esta palavra. Acredito que vivemos neste início de ano um momento especial para pensar nossa comunhão com o mundo. Planos de mudança, ajustes em rotas, novos relacionamentos, novos projetos profissionais, enfim. Começo de ano tem sempre aquelas famosas metas que definimos. Refletindo um pouco mais profundamente sobre isso, como tem sido nossa comunhão com o mundo?

Pode parecer pesada está minha pergunta, porém em um mundo em que somos plenamente responsáveis por tudo que fazemos, acredito que pensar em comunhão com o mundo seja essencial. Adotamos como regra em quase tudo racionalizar, queremos respostas exatas e a cada dia estamos mais ansiosos para que elas, as “respostas”, sejam rápidas e certas. A velocidade de tudo que fazemos está aos poucos nos distanciando da nossa capacidade de sentir. Tocamos o mundo com nossos sentimentos, não com a razão. O que será da nossa existência quando nossos sentimentos forem completamente apagados? Será que enfim viveremos na Matrix preconizada no filme de 1999 pelo ator Keanu Reeves, que tem como criadoras e diretoras as irmãs Wachowski?

Foto: Renan Torres

Koinonia é compreender que somos responsáveis por viver agora a comunhão com este mundo. Vivo imerso em um mundo de empreendedorismo em que cada dia vejo mais e mais mulheres e homens transformando o mundo através de suas startups que realmente melhoram a vida no mundo. Acredito que exista um bom contingente de seres humanos que já entenderam o que é viver em Koinonia. Faço sempre a mesma pergunta quando saio de um encontro que mexe comigo. Por que ainda existem pessoas que não entenderam o que é ser protagonista em sua vida e viver está bela comunhão com o mundo?

A resposta para minha pergunta está mais perto do que vocês possam imaginar. Muitos que convivem comigo levaram anos para entender o que eu faço e digo sobre transformar o mundo através de negócios realmente inovadores que melhoram o mundo. O mais engraçado disso é que ser chamado de louco ou de idealista foram os melhores adjetivos que já recebi. Quantas vezes pessoas que convivem em meu dia a dia simplesmente desistiram de tentar entender está visão de mundo que eu simplesmente acredito. A grande redenção se dá quando realmente se concretizam algumas ações ou quando um movimento iniciado por estas minhas verdades aparece.

Dias atrás, em uma palestra que fiz por nossa empresa Palestras em Cajazeiras na Paraíba, vi naquele local uma imensidão de oportunidades. Com algumas provocações já tiramos do papel um movimento que batizamos de Caatinga Valley. Em poucas semanas dezenas de pessoas já estão em Koinonia pelos ideais propostos. Qual o resultado disso? Não sei ainda, porém para que precisamos ter resultados claros em tudo se o sentir pode ser o melhor dos resultados.  Sou feliz por poder propagar pelo Brasil os ideais que acredito. Motivar as pessoas para viverem de forma diferente sendo realmente protagonistas. Acredito de verdade que este é o meu papel no mundo. Convido você a refletir sobre sua vida e como ela pode realmente ajudar a construirmos uma verdadeira Koinonia entre as pessoas do “bem” que acreditam e vivem com o sentimento de pertença a este mundo, que é simplesmente maravilhoso.

Um bom começo de ano é aquele em que mais agradecemos do que pedimos e acima de tudo somos gratos pelo bem que recebemos. Que sua vida em 2019 seja um bom retrato da Koinonia que queremos para a humanidade.

*Benício José Filho é professor de Empreendedorismo Instituto Mauá de Tecnologia e ex-presidente do Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul (ITESCS). Promove a atividade tecnológica e o empreendedorismo no ABC.

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