Governo de SP argumenta que aumento de mais de 500% nos óbitos impede flexibilização no ABC

Avanço de 331% no número de casos confirmados, entre 23 de abril e 27 de maio, também prejudicou avaliação sobre a região

Foto: Divulgação

A notícia que o ABC foi enquadrado na zona vermelha (fase 1) do plano de reabertura econômica do governo de São Paulo ainda gera bastante descontentamento na região.

Embora o governo do estado ainda não tenha se manifestado oficialmente sobre a polêmica, fontes do portal Negócios em Movimento receberam a informação de que o ABC foi enquadrado na fase 1 por conta do aumento de casos e óbitos confirmados nos últimos35 dias.

O fato de a Capital ter sido enquadrada na fase 2 –  o que permite que  a quarentena seja flexibilizada no município a partir de segunda-feira (1°) – é o principal motivo do descontentamento e faz com que as medidas do governo sejam tratadas como “incoerentes” pelos prefeitos das sete cidades e por agentes privados.

De acordo com os dados da Secretária Estadual de Saúde, o número de casos confirmados em 23 de abril em todo o ABC era de 1.068; ontem (27), o número já havia avançado 331%, e a região registrava 4.606 casos positivos de Covid-19.

Nos óbitos, o aumento registrado é ainda mais robusto: no mesmo período houve avanço de 587% na quantidade de vidas perdidas para o coronavírus. Em números absolutos, o índice passou de 55 para 378, entre 23 de abril e 27 de maio.

Em São Paulo, a variação de óbitos foi de 341%. Contudo, em relação ao número de casos, a Capital registrou aumento de 498% – portando, maior que o crescimento observado no ABC.

Vale lembrar, que de acordo com plano divulgado pelo governador João Doria, as regiões do estado são classificadas nas fases (que vão de 1 a 5, sendo 1 a mais rígida e 5 a mais flexível) levando em conta dois critérios: capacidade do sistema de saúde e evolução dos casos.

Os prefeitos da região argumentam que a capacidade hospitalar da região é mais confortável do que a da Capital (que possui cerca de 85% dos leitos ocupados) e questionam a decisão. Os gestores públicos ainda trabalham para reverter a medida e se reúnem virtualmente amanhã (29), para analisar quais medidas poderão ser tomadas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here