Sem pacientes, Hospital de Campanha da UFABC é desmontado

Equipamentos do local estão sendo transferidos, de forma gradativa, para outras unidades da rede de saúde

Estrutura está sem pacientes há 30 dias | Foto: Divulgação/PSA

Há 30 dias os sons de tosse e apito dos respiradores do Hospital de Campanha da Universidade Federal do ABC (UFABC) foram substituídos pelo silêncio do espaço vazio. Por esse motivo, com cautela e muita organização, a Secretaria de Saúde de Santo André iniciou a desmobilização do espaço, de forma gradual, para o Centro Hospitalar Municipal (CHM) e demais equipamentos da rede municipal de saúde, garantindo que o município permaneça com a capacidade de atendimento.

Nesta quinta-feira (29) o prefeito Paulo Serra acompanhou a desmobilização do local e agradeceu o empenho da equipe que atuou no hospital. “Fiz questão de vir pessoalmente agradecer o empenho de todos vocês, profissionais da saúde, pois vocês fazem parte da história da cidade. Sentimos cada perda das famílias por uma doença que ainda não é totalmente conhecida pela ciência. Tenho certeza que Santo André fez a escolha certa, quando optamos por não deixar nenhum andreense sem assistência e oferecemos uma assistência de qualidade. Abrimos mão de outras coisas que poderíamos ter feito na cidade para cuidar da nossa gente”, comentou.

Com uma estrutura de 110 leitos entregues em 11 de junho de 2020, este foi o terceiro hospital de campanha montado no município. A primeira paciente, uma mulher, de 21 anos, foi admitida em 26 de junho do ano passado.

De acordo com o avanço da pandemia, houve a necessidade de ampliação de outros 80 leitos e o espaço passou a contar com 190 leitos, sendo dez de UTI, distribuídos em nove alas.

Em pouco mais de um ano, houve admissão de 3.827 pacientes e 3.757 altas, uma taxa de letalidade de 0,01%. No mês de março, pico da pandemia, a ocupação chegou a 95%. “Foram milhares de vidas salvas e pouquíssimas vidas perdidas. Sentimos cada vida perdida, mas esse equipamento de saúde prestou um serviço de excelência”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

A última paciente, uma mulher de 84 anos, teve alta na tarde do dia 29 de junho e, desde então, a estrutura foi mantida enquanto a Secretaria de Saúde monitorava a evolução da pandemia.

“No início da pandemia, o que mais me preocupava era a possibilidade de perdermos algum profissional de saúde infectado na luta de salvar vidas. Felizmente, podemos dizer que não perdemos nenhum profissional que atuava na linha de frente nos hospitais de campanha. Todos os profissionais envolvidos deixam um legado enorme para Santo André e, com bastante orgulho, podemos falar que o time de equipes multiprofissionais se doou muito e com certeza, ao longo das nossas vidas, a população de Santo André sempre será grata à assistência que foi dada”, comentou o secretário de Saúde, Márcio Chaves.

Hospitais de campanha

O Hospital de Campanha do Complexo Pedro Dell’Antonia está com 43% da taxa geral de ocupação. Santo André segue definindo novas medidas e se mantém estruturada para o atendimento aos pacientes, uma vez que foi a primeira cidade da região a montar hospitais de campanha. Na área hospitalar, além do CHM (Centro Hospitalar Municipal) há o Hospital da Mulher para receber pacientes que necessitem de internação.

Santo André conta ainda com um Centro de Enfrentamento à Covid-19 e o suporte de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e unidades de saúde.

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