Check-up da memória é importante para diagnosticar doenças

"A falta da memória pode ser causada por diversas doenças ou déficits cognitivos. A maioria delas ocorrem por conta do envelhecimento”, comenta o neurologista Diogo Haddad | Foto: Freepik

Na memória estão as habilidades motoras, sensitivas e intelectuais, e toda forma de condicionamento do ser humano. Enquanto a atividade física, um bom sono, alimentação balanceada, estudar, ler e praticar atividades que estimulam o cérebro e fortalecem a memória, traumas e pancadas na cabeça, depressão, isolamento social, estresse e o envelhecimento a prejudicam. Quando começam a ocorrer episódios de perda frequente e rotineira da memória, impactando na qualidade de vida, é necessária uma avaliação médica para investigar o problema.

Apesar de todo o avanço da ciência e da medicina ainda não se sabe como exatamente funciona a memória, mas há indícios de que muitas doenças podem provocar sua perda. Com o objetivo de propor atendimento que vai desde a prevenção, diagnóstico até a reabilitação cognitiva, é que o Hospital Alemão Oswaldo Cruz agora conta com um Núcleo da Memória, na Unidade Campo Belo.

O neurologista e coordenador do Núcleo, Diogo Haddad, comenta as possíveis causa da falta de memória. “A falta da memória pode ser causada por diversas doenças ou déficits cognitivos. A maioria delas ocorrem por conta do envelhecimento, que teve seu índice elevado na população mundial, nos últimos anos. Uma avaliação neurológica comportamental, aliada a exames, principalmente a partir dos 60 anos, é importante, pois por meio de tratamentos inovadores com foco na qualidade de vida de pacientes, podemos trabalhar em todas as vertentes, da prevenção até a reabilitação”, afirma.

Segundo o especialista, as doenças da memória podem variar de leve a grave, mas todas têm origem em problemas nas estruturas neurológicas do indivíduo, que dificultam o armazenamento e as lembranças.

“A forma grave da perda da memória pode estar associada a doenças progressivas e degenerativas, como quadros de demência como, por exemplo, na doença de Alzheimer. Já as imediatas podem ser resultado do que chamamos de transtornos de humor, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, e até alterações hormonais”, diz o neurologista.

Por conta de todas as suas facetas e possibilidades de causa, o tratamento com equipe multidisciplinar é essencial para avaliar o problema. O Núcleo da Unidade Campo Belo do Hospital dispõe de neurologistas, geriatras, neuropiscólogos, terapeutas ocupacionas e fisioterapeutas. O serviço também oferece ensino em Neurologia Cognitiva e Doenças Comportamentais, com programas de prevenção primária e secundária do declínio cognitivo.

Podem e devem procurar atendimento em um núcleo especializado em memória aqueles que sofrem de doença de Alzheimer, declínio cognitivo vascular, declínio cognitivo pós-traumatismo craniano, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), distúrbios de humor, Síndrome de Burnout, dislexia e declínio cognitivo associado a neoplasias, e aqueles que passam por tratamento quimioterápico ou radioterápico.

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