Fogos de artifício: saiba como minimizar o medo dos animais

Anualmente, com os preparativos das festas de fim de ano, surge a preocupação sobre o que fazer com o animal de estimação no momento da queima dos fogos de artifício, pois o pet sofre com o excesso de barulho por ter mais sensibilidade auditiva. Para lidar com o problema, a veterinária Karina Mussolino, gerente de clínicas da Petz, orienta realizar uma “força tarefa”, para habituar os bichinhos aos diversos barulhos e, assim, promover a adaptação e evitar sofrimento.

“Com a audição muito mais sensível que a dos humanos, os pets sofrem com o estampido dos fogos. No caso dos cães, coração acelerado, salivação excessiva e tremores são indicativos de que algo não está bem. Em pânico, os bichinhos podem ter reações inesperadas e se machucar. No caso de pacientes doentes, o quadro de saúde pode se agravar”, detalha Karina.

Ela também conta que muitos tentam fugir nessas ocasiões e, por muitas vezes, podem ficar presos em portas, portões ou janelas; ser atropelados, quebrar objetos e vidraças e, com isso, se cortar ou ferir.

Para uma virada de ano tranquila, especialistas da Petz elaboraram uma lista com dez dicas para tranquilizar o pet, durante a queima de fogos.

Dicas para driblar o medo do animal de estimação 
• Utilizar sons com barulhos de fogos e trovões, ou barulhos de TV ou som alto no momento em que tem alguém em casa para acompanhar, desviar o foco, interagir com o pet, assim ele não associa o medo com algo negativo e sim com uma atividade divertida;
• Utilizar protetores auriculares próprios para pets;
• Deixar disponível na residência feromônios sintéticos (liberados por meio de um difusor elétrico) que auxiliam na adaptação;
• Para alguns pets que preferem se esconder, restringir o espaço e ficar quietinho num local. Exemplo: caixa de transporte “porto seguro”;
• Deixar roupas, toalhas e ou cobertores com o cheiro dos tutores para que os pets se sintam protegidos;
• Não punir, mostrar indiferença ao comportamento de medo, mas sempre se manter perto;
• Usar recompensas positivas (petiscos, brinquedos);
• Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres, não prender na coleira e manter em espaço livre para que não se machuquem;
• No caso dos gatos, é comum que sumam da vista dos donos. Se a casa ou o apartamento forem seguros, com redes nas janelas e portões fechados, deixe o bichano por lá, evite ficar chamando para não estressá-lo mais;
• Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos.

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