Nutricionista destaca sete sinais de pouca ingestão de água

“A sede é um dos primeiros sinais de desidratação”, destaca a nutricionista ortomolecular Claudia Luz | Foto: Freepik

Há menos de um mês para o início do verão, é importante manter a atenção para os níveis de hidratação do organismo, pois com a chegada dos dias mais quentes, o corpo perde ainda mais água para controlar a temperatura interna e torna-se necessário aumentar a ingestão de líquidos, segundo a nutricionista ortomolecular Claudia Luz, do Departamento de Inovação da Via Farma.

“A ingestão de 2 a 3 litros de água ao dia é importante para uma boa circulação sanguínea, manutenção do metabolismo, regulação da temperatura corporal e eliminação de toxinas”, explica a nutricionista.

Na prática, é possível saber quando o organismo está precisando de mais água – é só ficar atento a alguns sinais do corpo. “Boa parte das pessoas espera ter sede para se hidratar, mas isso não deve acontecer, já que a sede é um dos primeiros sinais de desidratação”, ressalta Claudia. Assim, vale usar outros parâmetros para avaliar, se a quantidade diária de água ingerida está sendo suficiente.

Confira abaixo alguns indícios que o corpo dá quando está desidratado:

1. Urina escura
Observar a urina é uma boa forma de medir os níveis de hidratação do organismo. Quando falta água, ela fica escura e com um odor mais forte, devido à alta concentração de ureia.

2. Prisão de ventre
O ajuste da ingestão de água pode, muitas vezes, resolver casos de prisão de ventre, porque os níveis de hidratação no intestino precisam estar ideais para que ocorram os movimentos peristálticos e o bolo fecal seja eliminado com facilidade.

3. Cãibras
Os músculos também precisam estar hidratados para desempenhar sua função. A falta de água e minerais impede que as contrações musculares aconteçam de forma adequada, provocando cãibras frequentes.

4. Irritabilidade, cansaço e falta de memória
A falta de água deixa o sangue menos fluido, por isso, o oxigênio e nutrientes importantes demoram mais para chegar até o cérebro, trazendo prejuízos cognitivos, como raciocínio lento, alterações de memória e irritabilidade, entre outros sinais.

5. Dores de cabeça
Com a baixa nos níveis de água, a capacidade de eliminar toxinas do organismo também diminui, o que pode estar por trás de muitas cefaleias. Para quem sofre de enxaqueca, a falta de água também pode ser um gatilho.

6. Mau hálito
Um corpo desidratado produz menos saliva e essa “secura” pode favorecer o mau cheiro ligado à multiplicação de bactérias, já que a saliva também é responsável por controlar o crescimento de micro-organismos.

7. Pele seca
A baixa ingestão hídrica também desidrata a pele, deixando-a sem viço e até mesmo flácida. A dificuldade em eliminar toxinas também pode favorecer, a longo prazo, um processo mais acelerado de envelhecimento cutâneo.

Esses são alguns dos sinais que devem ser observados a fim de manter uma boa hidratação do corpo, principalmente durante o verão. “O ideal é que essa ingestão ocorra de forma fracionada ao longo do dia. Para facilitar, é possível criar metas para cada horário do dia, carregando sempre uma garrafinha de água, para não esquecer de tomar”, indica Claudia.

Uma dica para quem tem dificuldade para consumir os 2 litros mínimos indicados é saborizar a água com frutas. Optar por alimentos ricos em água, como melão, melancia, laranja, chuchu, pepino e alface também é uma boa forma de aumentar a ingestão diária de líquidos. Mas não se esqueça: nada substitui a água pura. Outra opção muito efetiva para potencializar a hidratação do organismo e repor sais minerais é a água de coco, preferencialmente, na versão in natura.

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