Antecipação de faturas pode salvar as PMEs do sufoco na hora de pagar o décimo-terceiro

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A antecipação de recebíveis – modalidade de crédito que ocorre por meio da venda de duplicatas a uma empresa de fomento mercantil – pode ser a melhor saída para milhares de pequenos e médios negócios que devem honrar com a primeira parcela do décimo terceiro até o próximo dia 30 de novembro ou que, na última hipótese, têm até 20 de dezembro para a quitação em parcela única.

Pelos cálculos do DIEESE, esta movimentação das folhas de pagamento irá gerar, este ano, uma despesa sazonal da ordem de R$ 212 bilhões para os empregadores, o que, sem dúvida, deverá acarretar em dificuldades para uma grande massa de empresas que não dispõe de reserva de capital de giro compatível.

De acordo com Simcha Neumark, CEO e fundador da WEEL, a primeira fintech no mundo a realização de forma 100% digital a antecipação de recebíveis, esta constatação é ainda mais verdadeira para milhares de PMEs brasileiras. Parte sofre com capital de giro insuficiente para cobrir tal despesa, e a maioria não possui as garantias patrimoniais ou atende às complicadas condições de crédito exigidas para as modalidades convencionais de empréstimo bancário.

“O desconto online de duplicatas garante o recurso no mesmo dia (ou no dia seguinte), sem exigir outras garantias além do próprio título a receber. Além disto, hoje esta operação já apresenta taxas de deságio inferiores as de outras modalidades, como o empréstimo bancário de capital de giro, cheque especial de pessoa jurídica ou desconto de cheque pré-datado”, afirma Neumark.

O baixo acesso a crédito bancário 

Um estudo recente do SEBRAE aponta que apenas 16% das PMEs brasileiras têm recorrido a empréstimos bancários para honrar esse tipo de compromisso de curto prazo, em função de dificuldades de aprovação de crédito ou devido aos juros pouco favoráveis.

Esse baixo acesso a crédito bancário ajuda a explicar, por outro lado, o aumento ano a ano das operações de antecipação de recebíveis. Ao longo de 2018, 200 mil pequenas e médias empresas movimentaram recursos em torno de 3% maiores que os de 2017, conforme levantamento da ANFAC, entidade que representa as empresas de fomento.

Inadimplência “zero” derruba taxa de juros 

Na visão de Simcha Neumark, da WEEL, as factorings e os bancos tradicionais aplicam uma análise de risco relativamente restritiva em função de sua menor capacidade de mitigação da inadimplência, o que torna o empréstimo mais oneroso para o tomador do crédito. Até hoje, as decisões de crédito destas instituições baseiam-se em cadastros negativos e na consulta a cartórios de protestos.

“Com o emprego de inteligência artificial e considerando mais de 15 mil fontes de informação para cada transação, a WEEL vem atingindo taxas de inadimplência praticamente na casa do 0%, e pode oferecer antecipação de crédito quase instantânea, a taxas de deságio muito menores e personalizadas de acordo com o risco de cada operação”, comenta o CEO.

No último exercício, a corrida das PMEs ao crédito para pagamentos de décimo-terceiro provocou um aumento substancial no volume de simulação de operações de antecipação através da plataforma online da WEEL. Para este ano, a WEEL já constatou até o momento um aumento de 260% nesse indicador na comparação entre o quarto trimestre (Q4) e o anterior (Q3). A grande alta é atribuída principalmente ao pagamento do décimo-terceiro, embora parte do movimento se justifique também pelo aumento das antecipações de fatura dos atacadistas e da indústria para abastecer o comércio no último trimestre do ano.

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