Banco Central mantém Selic em 6,5%

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A Selic continua no menor nível, desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986 | Foto: reprodução

O Banco Central (BC) manteve, mais uma vez, a Selic em 6,5%. A taxa está nesse patamar desde o fim do ciclo de quedas, em março. Essa medida está em consonância com as incertezas políticas, que só devem ser dissipadas quando o novo governo colocar de forma clara quais são as suas propostas e suas diretrizes para a Política Econômica em 2019, avalia a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Para a Federação, não há indícios de fortes pressões adicionais no curto prazo, tampouco necessidade de retomar o ciclo de alta de juros, visto que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,21%, em novembro. No entanto, entende que o Banco Central não quis tomar uma decisão mais ousada nesta última reunião sob a administração atual.

Combinada com as expectativas de inflação (IPCA), a taxa de juros real deste ano pode fechar próxima ao patamar de 2% a 2,5%, relativamente baixa para os padrões brasileiros, mas que não geram riscos à meta de inflação por enquanto.

Diante de um início de recuperação econômica e ainda de incertezas no quadro para 2019, a entidade acredita ser correta a postura cautelosa da autoridade monetária, que poderá ser mais ousada se o próximo governo passar da proposta de uma agenda reformista para a apresentação efetiva de projetos e a mesma obtiver boa aceitação do Congresso. Então, haverá a possibilidade de terminar o ano de 2019 com juros e inflações menores.

A FecomercioSP, que sempre apoiou todo o processo de redução de juros, espera que o País termine de fazer seu ajuste fiscal o mais rápido possível, permitindo não só a queda mais acentuada da taxa, como também impedindo que em 2019 o Brasil tenha de passar por outro ciclo de alta da Selic.

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

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