Bolsas globais em derretimento fazem dólar disparar

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As principais bolsas internacionais estão em queda, assim como as moedas emergentes e as commodities metálicas. Este movimento está afetando também o Real, que desvaloriza em torno de 1,3% no momento. Isto porque, principalmente, a tensão é crescente entre os EUA e a Turquia em decorrência de sanções diplomáticas e políticas entre ambos. “Vale notar também que as relações entre os EUA e a Rússia estão caminhando na mesma direção conturbada”, explica o Economista-Chefe da DMI Group, Daniel Xavier.

Por conta do derretimento da lira turca que atingiu seu menor valor na história, acumulando desvalorização de 55% no ano. Esse tremor atingiu todos os portfólios e trouxe instabilidade para nossa moeda, já afetada pelos fatores globais e pelos idiossincráticos, oriundos das incertezas eleitorais. “Com reflexo desfavorável sobre nossa moeda. Adicionalmente, a pesquisa eleitoral trouxe cenário pouco construtivo para o candidato reformista Geraldo Alckmin”, diz Xavier.

O dólar está subindo mais de 30 pontos hoje, levando consigo os juros e o futuro do Ibovespa. O mercado acionário teve resultados importantes em diferentes direções. A B3 divulgou lucrou superior a R$ 850 milhões, com performances operacionais em crescimento e alta de 80% no resultado. O IBGE divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio de Junho e ela veio abaixo das expectativas da Bloomberg, com queda de 0,3% no mês. O varejo ampliado, que inclui os automóveis e materiais de construção, veio acima do esperado, com 2,5% de alta, mostrando a recuperação que havia sido indicada na indústria. O movimento global de fuga do risco está se refletindo claramente na queda dos juros soberanos de dez anos, que caíram de 2,96% para os títulos dos EUA e de 0,44% para 0,34%. A nova “tempestade financeira”, no entanto, não foi capaz de perturbar a volatilidade do mercado acionário dos EUA. Vale notar que o VIZ reage com defasagens à piora do mercado acionário, por ser uma média das variações dos preços.

“O que podemos notar é que os gestores já estão mais cautelosos porque os índices bateram em seus valores máximos históricos, e não conseguiram superá-los pela segunda vez. A reversão da política monetária, com normalização dos juros e da oferta de moeda, pode fazer com que o máximo histórico não seja superado, o que é suficiente para tornar os gestores mais atentos daqui para a frente”, finaliza o Economista-Chefe da Nova Futura Investimento.

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