Economistas comentam eleição francesa

A eleição na França não trouxe grande surpresa. O candidato mais cotado para vencer, de acordo com as pesquisas, foi realmente eleito pela população, com mais de 60% dos votos, contra 34% da candidata Marine Le Pen. O jovem Emmanuel Macron tem ideias de unir mais a União Europeia do que separar, como foi mostrado nos debates e em suas campanhas. Além disso, nos próximos cinco anos, o mundo terá um aliado na guerra contra o terrorismo. Para a França a proposta do novo dirigente é tornar o país mais competitivo, reduzindo o imposto sobre as empresas em cerca de 8,3%

Relações com o Brasil devem se manter inalteradas. 

 Sendo um economista e com ideias liberais, Macron terá pela frente diversas dificuldades, dentro do território francês e no mundo. Três especialistas deram suas opiniões sobre o que será o governo do jovem presidente de 40 anos. As expectativas para ele são boas, porém ainda há incertezas.

“A princípio, a eleição do novo presidente da França gera uma expectativa de que não haja modificações bruscas e significativas, se referindo a participação da França na Zona do Euro, e sempre que há previsibilidade, o mercado financeiro reage positivamente. Porém, tudo ainda é no campo da expectativa e serão as medidas práticas e reais de Emanuel Macron, que deverão confirmar ou não essas expectativas. Para o investidor, é importante que, embora essas situações possam trazer algum tipo de instabilidade momentânea, em médio e longo prazo, tais oscilações tendem a ser diluídas. E com isso, a importância de tomar suas decisões de investimento focado em suas necessidades pessoais, muito mais do que em movimentos baseados em eventos pontuais”, analisa André Bona, Educador Financeiro do Blog de Valor.

“A nomeação de Emmanuel Macron como presidente, confirmou as expectativas da maioria no mercado. Os ativos de risco internacionais já precificavam essa perspectiva e tem leve movimento de realização nessa segunda. A vitória do candidato de centro mantém os ativos de risco sob controle, e temos um início de semana com liquidez limitada em mercados brasileiros. Com relação à influência do desfecho da eleição sobre a economia brasileira, o impacto é bastante pequeno, uma vez que as relações entre os dois países deve se manter praticamente inalterada nesse cenário”, comenta Rafael Sabadell, gestor da GGR Investimentos.

“A vitória de Macron causa alívio no mercado por afastar uma ruptura da França na zona do Euro. Tal procedimento poderia ocorrer um desgaste na União Europeia, fazendo outros países enxergarem positivamente sair do grupo europeu, já que teremos importantes eleições por vir, como Alemanha e Itália. Para o Brasil não causa tanta surpresa ou quaisquer mudanças. Sendo um presidente centralizado e com ideias políticas de globalização, é algo que permite as transações econômicas continuarem no mesmo nível ou até trazer uma aproximação para nossas commodities”, afirma Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital.

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