Entidades empresariais repudiam exclusão do ABC em flexibilização

Foto: Arquivo

O anúncio do Plano São Paulo, que prevê a retomada gradual das atividades econômicas no estado, feito pelo governador João Doria ontem (27), não foi bem recebido no ABC. A região foi classificada como zona vermelha (fase 1), junto com o restante da Grande São Paulo, e não terá a quarentena flexibilizada a partir de segunda-feira (1°).

A indignação, manifestada publicamente pelos prefeitos das sete cidades ainda ontem, se deve principalmente pelo fato da Capital ter sido liberada para a fase 2, que permite a abertura de algumas atividades econômicas.

O repúdio dos gestores públicos foi corroborado por diversos agente do setor privado. Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa), Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo (Acisbec) e Associação dos Construtores Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (Acigabc) foram algumas das entidades que reprovaram a postura do governo estadual e colocaram em xeque os métodos para a flexibilização.

Em linha geral, as manifestações dos agentes privados argumentam ser “inadmissível” a diferença de tratamento entre ABC e Capital e exigem a reabertura do comércio. Abaixo , confira os posicionamentos:

Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa):

“É inaceitável a postura do governo estadual de excluir a Região do Grande ABC do seu plano de flexibilização da quarentena a partir de 1º de junho

A Região do Grande ABC responde por grande parte da riqueza do Estado e muitos empresários já não suportam mais manter seus negócios fechados e agora, além de todo esse prejuízo ainda serão penalizados com a migração de consumidores para São Paulo, isso é inadmissível. Exigimos de nossas autoridades regionais a abertura do comércio já a partir do dia 1º de junho, seguindo todas as medidas preventivas para evitar a propagação do vírus, com uso de máscaras, utilização de álcool em gel para funcionários e clientes, além de controle de entrada de pessoas nos locais para evitar aglomeração.

Pedro Cia Junior
Presidente da Acisa”

Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo (Acisbec)

“Como pode a cidade de São Paulo flexibilizar para shoppings enquanto nós, que somos vizinhos, que estamos ao lado, não podemos? O que vamos fazer, enviar nossos consumidores para a capital? É um absurdo! Os comerciantes não estão aguentando mais essa situação. Quem deve decidir sobre a reabertura ou não do comércio, deveria ser os prefeitos dos próprios municípios porque um é diferente do outro. A decisão do governador é inconsciente e desnecessária, pois prejudica o setor de comércio e serviços e toda a população, que precisa do emprego e renda pra sustentar as famílias. É necessário pensar mais à frente, num futuro próximo, a situação estará ainda pior. A abertura das lojas lenta e gradual de forma responsável é o ideal para começarmos a sair do caos instalado por essa pandemia.

Valter Moura
Presidente da Acisbec”

Associação dos Construtores Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (Acigabc)

“Foi com profunda indignação que a Associação dos Construtores Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC – ACIGABC – representante de toda a cadeia imobiliária nas sete cidades da região do ABC, recebeu a notícia no início da tarde de hoje, 27 de maio de 2020, que a nossa região obteve tratamento diferenciado da Capital do Estado São Paulo no que diz respeito à flexibilização gradual da quarentena no Estado.

É inadmissível que o Grande ABC seja classificado numa fase de flexibilização inferior a Capital, uma vez que os números do ABC com relação a Pandemia são similares e por diversas vezes melhores que os da cidade de São Paulo.

Não entendemos os motivos que levaram o Governo do Estado de São Paulo a tomar tal atitude.

Como já declarado nos meios de comunicação, esta indignação também ocorre dentro das mais diversas entidades da região, bem como no Consórcio Intermunicipal de Prefeitos do Grande ABC.

Desta maneira solicitamos que os nossos Prefeitos com o apoio das entidades de classe da região, intervenham junto ao Governador João Dória para que a região do Grande ABC também seja incluída na Fase 2 de flexibilização da quarentena a partir de 1º de junho de 2020.

Atenciosamente,

Milton Bigucci Junior
Presidente da Acigabc”

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