Indústria da construção desacelera, aponta CNI

Pesquisa mostra queda nos indicadores em janeiro de 2021 em relação a dezembro do ano passado, porém, o movimento é considerado normal para o período | Foto: Iano Andrade/CNI

A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulga nesta sexta-feira (26) aponta para a desaceleração da atividade do setor, após a retomada que caracterizou o segundo semestre de 2020. Todos os indicadores tiveram queda, entre eles o nível de atividade, o número de empregados, a utilização da capacidade instalada e o nível de atividade no mês em relação ao seu histórico no período.

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo: “Apesar da queda, os dados não mostram um cenário de reversão da recuperação ocorrida no fim do ano passado, esse desempenho é usual para o mês. Percebemos uma desaceleração, mas não prevemos o agravamento, pois as expectativas futuras dos empresários da construção ainda são positivas. Dado o cenário de incerteza, é importante acompanhar os próximos meses”, comenta.

O índice de evolução do nível de atividade ficou em 45,9 pontos em janeiro de 2021. Os dados variam de 0 a 100, sendo 50 pontos a linha divisória entre aquecimento e redução da atividade do setor. Neste caso, houve redução, com queda de 0,4 ponto na comparação de dezembro. Na comparação anual, é o primeiro resultado negativo desde julho.

Já o dado que mede a evolução do número de empregados foi de 40,6 pontos em janeiro de 2021. Na comparação com dezembro de 2020, ele registra queda de 0,8 ponto e na comparação com janeiro de 2020, a queda é de 1,2 ponto.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) recuou um ponto percentual, de 62% em dezembro de 2020 para 61% em janeiro de 2021. O percentual de janeiro de 2021 é pouco maior do melhor valor registrado em dos anos recentes, mas segue distante do registrado em 2014 e anos anteriores, quando chegou a alcançar 70%.

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