Mercedes-Benz adere paralisação por causa da pandemia

Montadora é a terceira a anunciar paralisação, após negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC | Foto: reprodução

A Mercedes-Benz informou nesta terça-feira (23) que também paralisará as atividades na planta de São Bernardo do Campo, em função do agravamento da pandemia. A negociação foi feita com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, assim como ocorreu com a Volkswagen e Scania, nos últimos dias.

Os trabalhadores param a partir de sexta-feira (26), com utilização do banco de horas. Na semana seguinte a fábrica continua parada de 29 a 1º de abril, em razão da antecipação de quatro feriados, conforme definido pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

No retorno, em 5 de abril, foi negociada a utilização de férias coletivas com revezamento de turmas, para diminuir o número de trabalhadores dentro da fábrica e, assim, minimizar os riscos de contaminação. Cada grupo, com cerca de 1,2 mil trabalhadores, ficará fora da fábrica por 12 dias. O revezamento poderá se estender até o fim de maio, ou terminar antes, dependendo da evolução da pandemia.

O coordenador do Comitê Sindical na Mercedes-Benz, Max Pinho, destaca que desde o início do mês o Sindicato tem feito o debate na categoria em relação à proteção da saúde dos trabalhadores. “Infelizmente, os números diários só aumentaram. A nossa defesa prioritária é a vacina para todos já. Mas hoje, na falta de vacinas, a melhor solução é o distanciamento social”, afirma.

Segundo o coordenador, o aumento de casos refletiu nas fábricas. “O pessoal está bastante preocupado, a maioria já perdeu parentes, amigos, inclusive colegas de trabalho. A medida vai garantir maior proteção dos trabalhadores e também chama a atenção de todas as esferas do governo para que tomem ações efetivas de combate à pandemia e de proteção ao emprego e renda”, ressalta.

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