PIB brasileiro será negativo em 2020, estima secretário de Política Econômica

Em maio, serão refeitas as projeções do PIB, segundo secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida | Foto: reprodução

Durante webinar promovido pela MAG Investimentos, nesta última terça-feira (21), o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida reforçou que o País passa por um choque econômico único e sem precedente, nos últimos cem anos, e que terá um impacto direto do déficit primário e no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

“O PIB deste ano não será zero. Será negativo. Temos que adequar os parâmetros e, em maio, vamos refazer as projeções de PIB”, afirma o secretário. Sachsida explicou, também, que o governo Federal adotou rapidamente medidas emergenciais transitórias com objetivo de manter as empresas e o emprego das pessoas e que somam um volume próximo a R$ 1 trilhão.

Apenas o auxílio para profissionais autônomos representa um montante de R$ 100 bilhões e é direcionado a 54 milhões de brasileiros. O secretário comparou que um mês do “coronavoucher” equivale a um ano de pagamento do programa Bolsa Família.

Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Conselho Consultivo da MAG Seguros, Helio Zylberstajn, o País está no caminho certo. As medidas realizadas pelo governo foram muito importantes para a manutenção de empregos estão funcionando e vão contribuir, futuramente, para a retomada econômica.

Para a estrategista da MAG Investimentos, Patrícia Pereira, há uma grande preocupação do mercado em torno do limite de gastos do governo. “Sem dúvida alguma a aprovação da reforma da Previdência, ano passado, teve um impacto muito importante na nossa economia. O mercado fica receoso por ver que a trilha de controle de gastos foi temporariamente abandonada. É importante que este aspecto transitório fique restrito no ano de 2020”, diz.

“Nós já fizemos 90% do trabalho em relação às medidas econômicas. Estamos atentos ao crédito para micro e pequenas empresas, além da transferência de recursos para os estados, mas este repasse tem que ser feito de forma correta. Não podemos, por exemplo, repassar verba para aumento salarial de funcionalismo público no meio de uma crise desta. Estes cuidados estão sendo tomados”, comenta o secretário.

Questionado sobre o possível aumento de impostos no médio e longo prazo para a população, Sachsida afirmou que esta não é uma opção. Segundo ele, a experiência internacional mostra que a saída é reduzir os custos e gastos do governo, além de voltar à pauta as reformas. “Tão logo passe a crise, e ela vai passar, porque é transitória. A partir de agosto a agenda de reformas do governo vai voltar. Realizaremos, em 2021, a consolidação da agenda fiscal”, finaliza.

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