Varejo de roupas e acessórios segue em crescimento

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Programa será realizado na sede da Associação na próxima quarta-feira (16) e vai abordar qualidade e fechamento da venda | Foto: Arquivo

O Brasil conta com uma das maiores redes varejistas de roupas e acessórios do mundo. Segundo dados do Empresômetro, empresa especialista em inteligência de mercado, são mais de 1 milhão de negócios em atividade e formalizados, representando 5,53% de todas as empresas ativas do País.

Somente nestes primeiros seis meses de 2019, o crescimento em relação a 2018 foi de 8,14%, um total de mais de 72 mil novas empresas abertas somente neste ano.

A região Sudeste conta com a maior concentração de varejistas de roupas, com mais de 460 mil empresas; somente São Paulo concentra mais de 250 mil. Na região Sul, o Rio Grande do Sul tem no mercado mais de 80 mil negócios.

A Bahia, o maior estado da região Nordeste, conta com mais de 60 mil empreendimentos nessa atividade.

O CEO do Empresômetro, Otávio Amaral, comenta os dados. “A venda de roupas e acessórios são mais procurados, pois são bens de uso comum, e é uma atividade pouco complexa, mas que precisa de dedicação, como qualquer outro negócio”, afirma.

Mesmo que os números apontem que o comércio varejista de roupas e acessórios está crescendo, a atividade ainda sofre com a informalidade que, com o alto nível de desemprego, levou muitos brasileiros a buscarem uma forma de obter renda, e uma delas é a venda de roupas.

“Essa área é bastante concorrida. Hoje, o comércio ‘porta a porta’ deu lugar à tecnologia, há um número grande de pessoas vendendo artigos de moda através da internet, se utilizando de aplicativos de redes sociais, é algo que preocupa o empresário que tem uma loja física ou virtual, que mantém empregados e tem custos mais elevados”, avalia Amaral.

Crescimento acelerado
Mesmo assim, a perspectiva é de que o crescimento siga e que até 2020 os índices sejam parecidos com o pico do setor em 2014, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A importância da atividade para a economia é inquestionável. Segundo o balanço do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil), em 2017, foram movimentados mais de R$ 220 bilhões, para se ter uma ideia foram vendidas mais de 6 bilhões de peças de vestuário, em média 30 peças para cada brasileiro.

Mesmo com o crescimento, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) alerta: o empresário varejista deve estar atento às mudanças e previsões para a economia, além de evitar o endividamento.

“São conselhos para todos os empresários, mas mesmo num momento delicado, a previsão é de melhora, investir com cautela, dar passos pequenos e firmes, sempre em frente, farão com que a economia continue a crescer”, conclui Amaral.

Todas as projeções apontam para o crescimento do setor, seja pelo aumento de crédito, da demanda, empreendedorismo ou necessidade.

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