O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, analisa os números do varejo nacional, divulgados hoje pelo IBGE, referentes a dezembro do ano passado e também a 2018 como um todo.

“A ligeira alta de 0,6% das vendas do varejo restrito em dezembro, frente a igual mês do ano anterior, decepcionou. Foi um resultado muito fraco, mas que reflete o sucesso da Black Friday, que tem mudado o comportamento do consumidor, estimulando-o a antecipar compras. Cada vez mais novembro se consolida como um dos meses mais fortes para o setor”, diz Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Ele lembra que, em novembro de 2018, o varejo cresceu 4,5% na comparação anual, o que evidencia a força da Black Friday.

Sobre a elevação de 2,3% nas vendas do varejo restrito em 2018 frente a 2017, Burti enfatiza que a ACSP, no final do ano passado, já previu elevação dessa ordem, que inclusive se concretizou no Balanço de Vendas que a entidade publicou no começo de janeiro. Ele nota que três segmentos ajudaram a puxar o resultado: supermercados (3,8%), farmácias (5,9%) e outros artigos de uso pessoal (7,6%). Já os destaques negativos foram tecidos (-1,6%), em razão do clima irregular, desestimulando a venda de vestuário e calçados, e o ramo de móveis e eletrodomésticos (-1,3%), refletindo o mau desempenho do Brasil na Copa. O dólar mais alto também prejudicou esses dois segmentos.

“A boa notícia é que o comércio cresceu pelo segundo ano consecutivo, após dois anos de quedas. A má notícia é que as retrações foram muito maiores do que as altas que vieram depois, fazendo com que o setor ainda tenha um longo caminho pela frente até retornar ao patamar pré-crise”, finaliza Burti.

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