Análises mais criteriosas no canteiro de obra podem prevenir acidente

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As leis brasileiras evoluíram muito, nos últimos anos, no que diz respeito à proteção dos trabalhadores, mas se compararmos o Brasil com outros países ainda tem muito a melhorar, comenta o engenheiro Leonardo Massato Nicácio Nomura | Imagem: reprodução

Estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que o Brasil ocupa a quarta posição em incidentes com pessoas durante a atividade laboral, registando cerca de 700 mil casos por ano. Diante destes números, o Serviço Social da Construção Civil (Seconci-SP) aproveita a aproximação do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, em 27 de julho, para destacar a importância de análises mais criteriosas dos riscos nas obras, com o objetivo de garantir um ambiente mais seguro aos trabalhadores da construção civil.

O higienista ocupacional da entidade, engenheiro Leonardo Massato Nicácio Nomura, explica que as leis brasileiras evoluíram muito, nos últimos anos, no que diz respeito à proteção dos trabalhadores, mas quando comparado a outros países onde as regras são mais amplas, como os Estados Unidos, por exemplo, o Brasil ainda tem muito a melhorar.
Ele explica que a atividade do higienista ocupacional, que possui uma atuação importante para prevenir incidentes com os trabalhadores, ainda é pouco conhecida por muitas empresas, mesmo sendo essencial na avaliação e análise dos riscos ocupacionais. “Este segmento é responsável por promover medidas corretivas e preventivas relacionadas ao ambiente de trabalho, assegurando a saúde do colaborador”, afirma.

O profissional desta área realiza análises por amostragem, com divisão de riscos basicamente em três segmento: físicos, químicos e biológicos. A partir destas checagens, o higienista apresenta um plano com formas de prevenir incidentes que já ocorrem ou que foram identificados como potencial para acontecer.

Na avaliação dos agentes físicos, são analisados itens como ruído, calor, frio e vibração. Na química, é verificada a incidência de gases, vapores e aerodispersóides (dispersão de partículas sólidas ou líquidas no ar). Já na biológica, é examinada a exposição a patógenos (organismos que são capazes de causar doença) e contaminantes. Nomura comenta que o problema é que nem todas as companhias fazem uma análise rigorosa destes itens, o que deixa o trabalhador exposto a uma série de situações perigosas.

“No Seconci-SP, adotamos o sistema de avaliação norte-americano, no qual as checagens são realizadas levando em consideração a situação mais severa possível. Desta forma, conseguimos criar um ambiente de trabalho no qual as possibilidades de incidentes são drasticamente reduzidas”, explica Nomura.

Outro diferencial das análises realizadas pelo Seconci-SP, de acordo com o especialista, consiste em a entidade considerar que o risco é sempre da obra. Ou seja, o processo de verificação leva em conta todos os trabalhadores que estão envolvidos no canteiro, incluindo os terceirizados. “Para nós, não faz sentido excluir estes profissionais, já que indiretamente as construtoras também são responsáveis por estes colaboradores”, finaliza.

As empresas que desejarem obter mais informações sobre as análises realizadas pela entidade na área de Saúde Ocupacional podem contatar o Seconci-SP,  através da área de Relações Empresariais, pelo e-mail relacoesempresariais@seconci-sp.org.br ou pelo telefone (11) 3664-5844.

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