Ansiedade afeta 35% dos trabalhadores durante a pandemia, aponta levantamento

Dificuldade de adaptação ao home office, incertezas sobre o futuro e luto entraram para a lista das principais queixas em consultas psicológicas | Foto: Freepik

O total de trabalhadores que passou a procurar por serviços psicológicos para cuidar da saúde mental saltou de 2,2 milhões, antes da pandemia de Covid-19, para 8,1 milhões. De março a abril, o total de consultas também cresceu de 6 mil para 14 mil, as mulheres responderam por 75% da procura por ajuda psicológica, segundo o levantamento “O que mais afeta a Saúde Mental dos trabalhadores durante a pandemia”, da consultoria Mercer Marsh Benefícios.

Entre as principais causas de transtornos comportamentais e de saúde mental reportadas aos médicos estão a ansiedade com 35,09% dos casos, depressão (9,92%), psicologia clínica (8,22%) e questões relacionadas à família (2,92%).

Home office, incertezas sobre o futuro e luto

Pela primeira vez, de acordo com análise da consultoria, a dificuldade de adaptação ao home office apareceu na lista das queixas com 2,92% dos pedidos de consultas. Incertezas sobre o futuro agora estão também entre as causas das consultas com 1,20%, e queixas psicológicas por causa de morte 1,10%.

Segundo a diretora de gestão de saúde e qualidade de vida da Mercer Marsh Benefícios, Antonietta Medeiros, é necessário que as empresas apoiem agora os seus colaboradores e os ajudem a tratar de questões relacionadas à saúde mental. “O distanciamento social, quarentena ou isolamento, alterou significativamente a rotina das pessoas e gerou uma incerteza e o medo de perda de renda pela impossibilidade de trabalhar”, afirma.

Os dados do levantamento, de acordo com a especialista, mostram que já há um movimento das empresas em busca de estratégias para apoio nas questões relacionadas à saúde mental e bem-estar dos trabalhadores, que têm sido fortemente impactados pela crise da Covid-19. “Os transtornos comportamentais e de saúde mental já são a terceira causa de afastamento de trabalhadores no Brasil. Uma crise como esta provocada pela pandemia, pode ter consequências de médio e longo prazo, e comprometer o seu capital intelectual e a sua produtividade no momento da retomada ao trabalho”, destaca a diretora.

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