Brasileiros estão mais preocupados com questões ambientais

Na América Latina como um todo, o número de pessoas que não se interessam pelo tema ambiental caiu de 63% para 47% | Foto: Arquivo ABr

A segunda edição do estudo Who Cares, Who Does? da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, revelou que os brasileiros aumentaram sua preocupação com o desmatamento (10% a mais do que em 2019) e com o desperdício de água (9%), e que passaram a exigir responsabilidade das indústrias de bens de consumo massivo (FMCG).

Já na América Latina como um todo, a água ficou como principal preocupação, seguida pela mudança climática. O desmatamento veio em terceiro lugar, praticamente empatado com contaminação do ar.

O papel das empresas de bens de consumo massivo foi destaque da pesquisa. Quase todos os entrevistados assinalaram a influência dessa indústria na área ambiental. Segundo a diretora Latam de LinkQ da Kantar, Kesley Gomes: “Ainda que o reconhecimento dela como agente de mudança seja unanimidade globalmente, é ainda mais forte entre os consumidores latino-americanos”, explica.

“Para 21% desses consumidores, as empresas têm um papel relevante no cuidado com a água ao evitar o desperdício, a escassez ou a contaminação durante a fabricação de seus produtos. Eles querem indústrias responsáveis e 48% acreditam que a primeira ação a ser tomada por elas é explicar e educar a população quanto ao uso adequado da substância”, completa Kesley.

O desenvolvimento e a inovação também são importantes. Um exemplo são produtos fáceis de enxaguar ou concentrados que demandem menos água.

Grupos de consumidores
O estudo Who Cares, Who Does? dividiu os consumidores em três grupos de relação com o meio ambiente: 68% dos brasileiros têm pouco ou nenhum interesse pelos desafios ambientais do planeta e não estão fazendo nada para mudar esta postura. Integram um grupo chamado de EcoDismissers. O percentual é o mesmo de 2019.

Já os EcoConsiderers, que tomam algumas medidas para reduzir seu impacto ambiental, cresceram 1 ponto percentual, passando para 24% em 2020, enquanto os EcoActives, que trabalham constantemente para diminuir os níveis de resíduos plásticos e para proteger o meio ambiente, subiram de 6% para 8%.

Na América Latina como um todo, o número de EcoDismissers caiu de 63% para 47%, o de EcoConsiderers passou de 26% para 36% e o de EcoActives de 12% para 18%.

O estudo contou com a participação de 80 mil consumidores de 19 países, localizados na Europa, América Latina, Estados Unidos e Ásia.

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