Criatividade: como manter a inovação para empreender?

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O Brasil está entre os países mais empreendedores do mundo, porém, parte dos brasileiros não conseguem manter seus negócios por muito tempo. Para não entrar nesta estatística, mudança de planejamento e organização pode ser a saída | Foto: Divulgação

Criatividade nada mais é do que ter habilidade para criar e inovar. Baseando-se nessa denominação, criar algo é importante em diversos momentos da vida, que dirá, durante o começo de um novo empreendimento. Além desta palavrinha mágica, para ter sucesso e prosperidade nos negócios, é necessário ser uma pessoa organizada, estrategista e focada nos objetivos.  

Segundo uma pesquisa feita pelo GEM 2015 – Global Entrepreneurship Monitor – patrocinada pelo Sebrae no Brasil, quatro em cada dez brasileiros possuem projetos empreendedores. Isso quer dizer que o brasileiro tem habilidades e interesse para empreender, entretanto, é comum ver novos empresários não conseguirem sustentar e levar adiante seus negócios por muito tempo. 

Para a especialista em empreendedorismo e marketing digital, Monica Lobenschuss, muitos erros podem causar a falência logo no primeiro ano de empresa, como a falta de organização financeira (que leva o empreendedor a gastar mais do que ganha) e cálculo equivocado do preço de venda, que pode fazer com que a operação seja deficitária.   

Conselhos para evitar o fracasso

Você está começando um novo negócio? Então, fique atento às dicas da Mônica, para que sua jornada empreendedora seja vitoriosa. “Sempre olhar para o seu negócio a partir do ponto de vista do cliente e do que ele deseja. Outra dica é manter-se atualizado em relação à concorrência e ao que está mudando no seu mercado, para se antecipar e fazer mudanças e inovações necessárias”, disse Mônica, que completou. “Separar as contas da empresa das pessoais é um ponto vital do negócio, assim como ter planejamento e acompanhar os números principais  todos os meses, como vendas/receita e despesas”.

A especialista em empreendedorismo e marketing digital, Monica Lobenschuss | Foto: Divulgação

Ainda, segundo a especialista, a criatividade do empreendedor brasileiro é o que sustenta a nação e gera a maior parte dos empregos, mas faltam alguns detalhes para ser um sucesso. “Com um pouco mais de informação e acesso a crédito e tecnologia, essas empresas podem melhorar muito suas estruturas e o que entregam ao mercado, aumentando ainda mais a possibilidade de gerar mais vagas e impostos – o que é fundamental para o desenvolvimento do nosso País”, declarou.

É recomendado que o novo empreendedor seja diferente do que já existe no mercado. Ele deve buscar informações, capacitação, networks e parcerias que permitam o crescimento constante de seu negócio. Além disso, é necessário ter um planejamento que possa ser mudado a cada mês a partir dos erros e acertos que foram registrados durante a trajetória da empresa.

Ideia que deu certo 

Uma referência de planejamento e consciência corporativa é o aplicativo Filho Sem Fila, idealizado por Leo Gmeiner e Rubens Rodrigues – que permite avisar, com apenas um toque, a escola de que o responsável pelo aluno está a caminho de buscá-lo. O objetivo do app (que já está em todo o Brasil e também em outros países) é minimizar as longas filas de carros durante a saída escolar, o tempo de espera e o caos no trânsito, e ainda, evitar a exposição à violência urbana.

Rodrigues (esquerda) e Gmeiner inovaram ao solucionar problemas gerados na saída escolar | Foto: Divulgação

Antes de colocar o produto no mercado, Gmeiner levou em conta diversos fatores: público que gostaria de atingir, ideias que tinha em mente, plano de negócios, custos e estratégias, entre outros. “Assim que idealizamos o projeto, fizemos pesquisas com diretores de escolas e pais de alunos para entender se eles estavam dispostos a usar uma ferramenta como esta e se os colégios pagariam para ter esse problema resolvido. Toda pesquisa e o desenvolvimento da ferramenta inicial levaram cerca de quatro meses. Depois desse período, testamos em uma escola para ver se as ferramentas estavam de acordo e se não havia problemas no sistema. Fizemos testes de precificação, uma vez que era um produto pioneiro e não tinha  referência de preço até aquele momento”, declarou Gmeiner.

Para o CEO, o início de todo o desenvolvimento aconteceu de forma rápida, já que não precisou ir atrás de um fornecedor, pois ele já tinha uma empresa de desenvolvimento de aplicativos. Após um ano de planejamento que vieram as primeiras vendas e, atualmente, o aplicativo conta com aproximadamente 90 mil usuários, entre pais e alunos.

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