“Dark kitchens”, nova onda no setor alimentício, devem ser regularizadas, alerta Sehal

Cozinhas fantasmas compartilhadas ganham lugar de restaurante físico | Foto: Divulgação

Comum em vários países, o conceito de dark kitchen ou cozinha/restaurante fantasma está crescendo no Brasil. O tipo de serviço de alimentação oferece comida apenas para viagem. O Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) faz um alerta sobre essa nova tendência no setor de que o funcionamento do estabelecimento deve ser devidamente regularizado da mesma forma do que um instalado fisicamente.

“Esse serviço está atraindo donos de restaurantes que estão deixando os estabelecimentos tradicionais de tijolo e argamassa, concentrando-se apenas na entrega”, explica o presidente licenciado do Sehal, Beto Moreira.

No entanto, de acordo com o dirigente, os empresários devem ficar alertas para manter a legalização do negócio. “Tem que ter todo o processo de uma empresa comum, contrato social, CNPJ funcionário registrado, acompanhamento sanitário, recolhimento de impostos, alvará de funcionamento e registro junto à Previdência Social, entre outros”, explica Beto Moreira.

Os restaurantes fantasmas não têm uma loja, de modo que os clientes não podem comprar seus alimentos pessoalmente. As dark kitchens entregam comida diretamente aos seus clientes, muitas vezes através do uso de serviços de entrega terceirizados.

O diferencial do formato é que vários restaurantes diferentes podem operar na mesma dark kitchen compartilhada com a finalidade de produzir exclusivamente para delivery, semelhante ao coworking já usado para salas de escritório. As despesas têm sido apontadas como uma das principais vantagens, com custo operacional menor.

Além disso, as cozinhas fantasmas não precisam se preocupar tanto com sua localização física quanto com um restaurante tradicional. Elas podem estar localizadas em áreas de aluguel baixos e espaços menores, economizando ainda mais e ampliando a rede de entrega.

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