Empreendedores brasileiros apostam no “mercado da saudade” para faturar no exterior

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“Tem que haver um planejamento para cada tipo de iniciativa”, orienta o CEO do Global Business Institute, Manoel Suhet | Foto: divulgação

A falta que alguns produtos e serviços nacionais fazem para quem vai morar em outro país fez surgir o “mercado da saudade”. Para empreendedores, o insight é enxergar oportunidade no saudosismo e investir no que desperte a memória afetiva. Mundo a fora já são mais de 20 mil micro e pequenos empreendedores brasileiros formais, de acordo com levantamento mais recente do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A maior parte destes empreendedores, segundo o MRE, cerca de 9 mil, se concentra nos Estados Unidos, seguido de Japão, com 1,5 mil, e França, com 1.320. O levantamento do Itamaraty contabilizou os micro e pequenos empreendedores formais, mas há muitos outros que não entraram na estatística.

Apenas nos Estados Unidos, a estimativa é que 48,3 mil brasileiros desenvolvam atividades autônomas informais. Mais brasileiros empreendedores, mais produtos brasileiros no conhecido “mercado da saudade” – que movimentou US$ 50 milhões de dólares em 2017 e aumentou a exportação direta do Brasil aos EUA de produtos como pão de queijo, açaí ou cachaça em 77%, em 2016, segundo a Apex. Estados Unidos e Canadá são os principais destinos de produtos brasileiros no mundo.

Mercado
Para atender a esta demanda de novos empreendedores globais, um grupo de brasileiros fundou em Miami, Flórida, um instituto de negócios, o Global Business Institute (GBI), focado em auxiliar em todas as etapas quem vai empreender internacionalmente. Em tempos de tendência da internacionalização de produtos nativos como açaí e tapioca, por exemplo, os especialistas alertam para a importância do investimento assertivo na hora de apostar no nicho “da saudade” no mercado exterior.

Segundo o CEO do GBI, Manoel Suhet, é importante procurar ajuda profissional para investir neste nicho. “Quando um brasileiro vai para outro país, querer transformar a saudade da terra natal em negócio não significa garantia de sucesso. Mas, sem dúvida, pode ser muito mais assertivo, se o empreendedor se apegar à alguns passos fundamentais orientados por profissionais globais que lidam com este mercado. Tem que haver um planejamento para cada tipo de iniciativa”, afirma Suhet.

Entre as ponderações do time de especialistas que compõe o hub de negócios está a necessidade de se adaptar à legislação local de onde o empresário pretende investir. “Cada país tem sua especificidade. Principalmente no setor alimentício – que é um dos mais promissores no mercado da saudade –, nos EUA, por exemplo, as regras são muito específicas e devem ser respeitadas para que o empreendimento tenha todas as licenças necessárias para estar em pleno funcionamento. Ter uma consultoria para avaliar todos esses pontos é fundamental”, acrescenta Suhet.

Feriados brasileiros na “gringa”
Depois do Carnaval mundialmente famoso do Brasil, a Festa Junina é a segunda celebração popular mais importante da cultura brasileira. As festas que começaram como uma tradição católica no Brasil, tem o objetivo de criar um grande encontro de dança, bebida e comidas típicas e estão ganhando, cada vez mais, adeptos também nos Estados Unidos. Em Los Angeles, a festa Junina batizada de Brazil’s country festival ocorreu no início de junho e contou com a presença de banda brasileira.

De acordo com o Instituto, entre os serviços de consultoria mais procurados por quem vai abrir empresa no exterior estão: pesquisa de mercado, plano de negócios, estratégia de marca e produto e implementação profissional.

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