Empresas brasileiras precisam investir mais em segurança digital

Cerca de 40% das empresas brasileiras ainda não têm políticas de cibersegurança, aponta pesquisa da Kaspersky | Imagem: Freepik

Com a pandemia da Covid-19, a tecnologia foi essencial para adequar empresas a este novo cenário, porém a segurança no ambiente digital deve ser também prioridade. Um estudo da Trend Micro revelou que o Brasil é o quarto país com mais ameaças por e-mail detectadas no primeiro trimestre de 2020. Apesar disso, muitas empresas ainda não investiram em cibersegurança, conforme comenta o diretor de tecnologia da Claranet CorpFlex, Diogo Santos.

“Atualmente menos de 10% das demandas que temos são de segurança, mas cresceu exponencialmente durante a pandemia. Isso se deve em grande parte por conta da necessidade de prover acesso remoto a todos colaboradores em pouquíssimo tempo. Por isso, nosso papel diário tem sido levar mais informações ao mercado a respeito de segurança multicloud”, conta Santos.

Os dados sobre procura por segurança dos clientes da Claranet CorpFlex ilustram a pesquisa deste ano da Kaspersky, que mostrou que cerca de 40% das empresas brasileiras ainda não têm políticas de cibersegurança ou não informaram aos próprios colaboradores que elas existem. Tal comportamento é fruto da cultura organizacional da empresa e, às vezes, precisa ser quebrado para que se possa desenvolver o projeto de cibersegurança mais adequado.

Diante da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o especialista em LGPD da Claranet CorpFlex, Adílio Santos, explica que esta situação fica ainda mais preocupante, visto que o vazamento de dados pode trazer sanções às empresas. “Criamos um modelo de implementação, que absorve a cultura organizacional da empresa e cria um atendimento personalizado para a proteção digital, de acordo com as necessidades que percebemos durante a imersão. Ensinamos desde tarefas simples até as mais complexas sobre sigilo de dados. Incentivamos desde o não armazenamento de arquivos de e-mails ou links suspeitos até a aplicação de softwares legítimos de fontes confiáveis, aliada à orientação constante dos funcionários”, detalha.

Com a pandemia do coronavírus e o surgimento do “novo normal”, onde grande parte das empresas aderiram ao trabalho remoto, os funcionários ficaram ainda mais suscetíveis às ameaças de hackers, seja navegando por redes ou links desconhecidos em suas máquinas.

“O processo de implementação da Lei de Proteção de Dados pode ser longo e depende de vários fatores internos: mapeamento de todos os dados, capacitação das equipes internas, comunicação com fornecedores e parceiros e maturidade de cada empresa”, explica Adílio Santos, sinalizando que a regulamentação da LGPD deve ser antecipada e feita a quatro mãos, incluindo colaboradores das áreas jurídica, tecnológica e de compliance.

Para viabilizar um modelo de negócios que proíba a invasão dos dados, os parceiros responsabilizam-se pela disponibilização de softwares de segurança desde a concepção da arquitetura do negócio até a etapa final de pós-vendas, sempre contando com o atendimento que melhor se enquadre na relação íntima da empresa com o cliente. Outras vertentes que podem ser oferecidas são a implementação de um centro de segurança, para correção de impactos negativos e a gestão da vulnerabilidade do negócio.

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