Hortas urbanas rendem mais de uma tonelada de hortifrútis orgânicos por mês em São Bernardo

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Em crescimento exponencial, a iniciativa está entre as mais longevas no País em área urbana, ocupando mais de 28 mil m² em cultivo | Foto: Gabriel Inamine/PMSBC

Hábito recorrente à rotina de moradores de cidades grandes é comprar os alimentos de casa, como verduras e frutas, nos mercados, sacolões ou em feiras livres. Mas em São Bernardo do Campo observa-se também outro hábito crescente pelos bairros: a escolha por frutos e verduras orgânicos, comprados direto das mãos dos agricultores, por hortas urbanas. Entre os fatores que estão estimulando essa demanda está à busca por alimentos e práticas mais saudáveis, a quem se dedica a essa agricultura comunitária.

O casal, Josefa Conceição de Oliveira, 66 anos, e  Geraldo Francisco da Silva, 54 anos, também se dedicam em tempo integral à atividade e são unânimes em dizer que “não é pra qualquer um, é necessário muita atenção diária, mas os resultados sempre superam nossas expectativas”. Com a renda a partir do plantio, eles pagam as contas fixas do mês.

Mas eles não estão sozinhos, pois atualmente as hortas comunitárias envolvem mais de 500 pessoas diretamente, no cultivo dos hortifrútis orgânicos, incluindo plantas condimentosas, temperos e fitoterápicas. Nesse grupo estão cerca de 70 famílias, profissionais voluntários e, ainda, o apoio da iniciativa privada e da Prefeitura.

“Somos conhecidos por nossa pujança industrial, mas os pontos fortes da nossa cidade vão além, por isso, especialmente nesta gestão, temos nos esforçado de modo permanente para atrair novos negócios, mas também para fomentar o empreendedorismo, em ações que gerem mais postos de trabalho, renda, de forma mais consciente e sustentável por toda a cadeia produtiva. Isso se estende até mesmo às hortas urbanas”, destaca o prefeito, Orlando Morando.

EVOLUÇÃO

O projeto de hortas urbanas e orgânicas em São Bernardo surgiu do interesse do psicólogo Nelson Pedroso em dedicar suas horas vagas para ações que estimulassem as pessoas ao uso mais consciente dos recursos naturais e da importância de manter hábitos mais saudáveis. Com isso, o primeiro canteiro de hortaliças foi implantando na Rua Juquiá, no Rudge Ramos, nos idos 1984, numa faixa de terra cedida por companhia de energia. Com o passar dos anos, o crescimento da demanda levou o projeto a conquistar mais faixas de terra sob concessão, em bairros como Baeta Neves, Parque dos Pássaros, chegando as 12 hortas atuais, num total de 65 canteiros.

PRODUÇÃO E RENDA

 Após mais de três décadas, o crescimento da demanda e da área cultivável impulsionou os agricultores a elevarem também a qualidade do solo, dos adubos orgânicos e de defensivos igualmente naturais, uma combinação que catapultou a produção para mais de 1 tonelada por mês em alimentos. Por isso, acabou beneficiando ainda mais a renda dos participantes do projeto, que obtêm cerca de R$ 2 mil, por mês. Nessas hortas, o preço médio do maço de verduras é de R$ 3, o de batata-doce branca, sai por R$ 4, o quilo; o maço de cheiro-verde, R$ 2 e a unidade de alho-poró, por R$ 1.

Para os interessados em conhecer o projeto ou obter esses itens orgânicos, as hortas urbanas da cidade atendem ao público diariamente, das 8h ao meio-dia, e estão nos seguintes endereços:

– Rua Francisco Vicentainer, 910 – bairro Assunção.

– Rua dos Vianas, 1.366 e 2.101– bairro Baeta Neves.

– Avenida Caminho do Mar, 1.682 – bairro Rudge Ramos.

– Rua do Sapucaí, 1.000 – Vila Vivaldi.

– Rua das Flores, 1.000 – bairro Batistini.

– Alameda Pedro de Alcântara, alt. do nº 681 – bairro Nova Petrópolis.

– Rua Sabino Demarchi, s/nº – bairro Demarchi.

Acompanhe as notícias desse projeto e outras novidades apoiadas pela Prefeitura e/ou pelas Secretarias do município pelo site saobernardo.sp.gov.br ou nas redes sociais https://www.facebook.com/prefsbc/; https://www.instagram.com/pref_sbc/.

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