Indústria têxtil sente fortemente os impactos do Covid-19, aponta pesquisa do SENAI CETIQT

Foto: Reprodução

A pandemia gerada pelo vírus COVID-19 teve impacto sobre todos os setores da sociedade e com isso, a população mudou seus hábitos de trabalho, lazer e, consequentemente, de consumo. Essa escala global impacta diretamente na produção de insumos e materiais e, o setor têxtil, que vinha tendo destaque na economia nacional, também sentiu os efeitos negativos. Mesmo em momento delicado, iniciativas de solidariedade despontam na luta contra a disseminação do novo coronavírus e, nesse sentido, os setores de confecção e têxtil se prontificaram a mudar suas linhas de produção para fabricar itens extremamente necessários e em falta diante da crise mundial, como máscaras, aventais e ventiladores mecânicos.

Perante um futuro incerto, o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI CETIQT, por meio de uma pesquisa, reuniu o maior número de informações sobre como o mercado nacional está se preparando para este cenário de incerteza.

Entre 24 e 30 de março, representantes da cadeia produtiva de Moda, Têxtil e de Confecção responderam um questionário e o resultado disso apontou que empresas foram afetadas pela epidemia especialmente no que se refere ao fechamento da produção (51,6%); no fornecimento de produtos a clientes (24,2%) e no abastecimento dos materiais e insumos (6,5%). Tendo seus pedidos reduzidos (49,2%) ou adiados (47,5%).

“Muitas empresas estão buscando respostas em um momento nunca vivido antes no período moderno. Essa pesquisa pode ajudar àqueles que ainda não tomaram nenhuma decisão estratégica sobre a situação, a entender como as demais empresas estão lidando com a pandemia”, revela Michelle de Souza, consultora do Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e de Confecção, do SENAI CETIQT.

No atual cenário, atitudes para o enfrentamento da pandemia ganham destaque antes da retomada do setor industrial. É o caso do Fashion Lab, laboratório de tendências do Instituto que criou uma rede de voluntários que estão colocando à disposição da sociedade sua infraestrutura física e intelectual. O objetivo é promover soluções em impressão 3D a fim de apoiar a produção de equipamentos de proteção individual, entre eles, protetores faciais.

Para Michelle, a indústria pode se reinventar neste período: “Na produção, o investimento em automação e tecnologias 4.0 pode ajudar na confecção de produtos reduzindo a parada do parque produtivo, os riscos de contaminações e permitindo maior mobilidade e acesso à informação, por exemplo”.

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