Pesquisa da KPMG revela impactos da Covid-19 nos negócios

Pesquisa foi realizada com empresários da região Sudeste | Foto: Freepik

Um quarto (25%) das empresas da região Sudeste do Brasil acreditam que o faturamento em 2020 será muito próximo ao de 2019. Além disso, 23% informaram que o faturamento deve diminuir entre 10% e 25%; 8% dos entrevistados que deve diminuir entre 25% e 50% e 8% que deve diminuir mais que 50%. Por outro lado, 10% informaram que o faturamento deve aumentar em 2020 em até 10% e 11,6% que o faturamento deve aumentar entre 10% e 25%. Essas são algumas das conclusões da “Pesquisa Nacional sobre o Impacto da Covid-19 nos Negócios”, conduzida de forma inédita pela KPMG com empresários da região Sudeste.

Sobre a previsão de faturamento para 2021, a perspectiva é: 26,6% devem aumentar o faturamento em até 10%; 41,6% aumentar entre 10% e 25%; 15% esperam aumentar entre 10% e 25%; 10% esperam ter faturamento muito próximo a 2020; 6,6% devem diminuir o faturamento em até 10%, entre 10 e 25% ou entre 25% e 50%.

Para o sócio-líder de Clientes e Mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, André Coutinho, “as empresas da região Sudeste estão demonstrando resiliência para superar os impactos da pandemia nos negócios. Apesar dos efeitos negativos, há uma boa parcela de empresas atentas ao mercado para, dentro do possível, mitigarem riscos e buscarem novos negócios. Também é notável que há empresas indicando que devem aumentar o faturamento este ano”, afirma.

A pesquisa também mostra o impacto da pandemia nas receitas das empresas no mês de abril de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior. As respostas são as seguintes: para 16,6% o faturamento aumentou, para 21,6% permaneceu a mesma receita, para 18,3% houve redução entre 10% e 30%, para 16,6% diminuiu mais de 50%, para 15% diminuiu até 10% e para 11,6% houve redução entre 30% e 50%.

Sobre o impacto da Covid-19 na receita das empresas do Sudeste em maio de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados são os seguintes: para 20% o faturamento aumentou, para 25% houve redução entre 10% e 30%, para 16,6% diminuiu até 10%, 13,3% permaneceu a mesma receita, para 13,3% houve redução entre 10% e 30%, e para 11,6% diminuiu mais de 50%.

O sócio de Mercados Regionais para estas regiões, Fernando Aguirre, destaca que “o interior de São Paulo tem sofrido com as oscilações de percepção de riscos de contaminação e isto tem afetado bastante a performance do varejo e das vendas da indústria. Por outro lado, tanto no interior quanto nos estados de MT e MS, por exemplo, há um elevado número de empresas de agro produtoras de grãos e empresas de alimentos que tem se destacado com aumento de vendas e aumento de margens face às exportações beneficiadas pela alta do dólar”.

A “Pesquisa nacional sobre o Impacto da Covid-19 nos Negócios” foi feita em junho deste ano, com empresários dos seguintes setores: agronegócio (6%); consumo e varejo (18%); energia e recursos naturais (12%); governo (4%); saúde e ciências da vida (2%); mercados industriais (11%); infraestrutura (8%); ONGs (2%); serviços (9%); setor financeiro (19%); e tecnologia, mídia e telecomunicações (9%). Já a distribuição geográfica dos entrevistados foi a seguinte: 65,93% no Sudeste, 18,68% no Sul, 9,89% no Centro-Oeste, 4,4% no Nordeste e 1,1% no Norte.

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