Santo André lidera lançamentos imobiliários no ABC, aponta pesquisa

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Em Santo André, foram lançados 908 imóveis, no primeiro semestre de 2019 | Foto: Arquivo/PSA

Os lançamentos de imóveis no ABC cresceram 98%, no primeiro semestre de 2019, em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 1.062 unidades lançadas na região de janeiro a junho, de acordo com levantamento da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC). O montante destes lançamentos chegou à ordem dos R$ 344 milhões. Apenas em Santo André foram lançadas 908 unidades.

O presidente da ACIGABC, Marcus Santaguita, comenta os números: “Chama a atenção o desempenho de Santo André, com um aumento de 234% de lançamento e alta de 47,5% nas vendas”.

Diadema registrou também sua parcela de lançamentos, com 154 unidades, totalizando R$ 39 milhões. Já as cidades de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Mauá, não lançaram imóveis neste primeiro semestre.

De acordo com Santaguita, o resultado expressivo em termos de lançamentos demonstra um aumento do índice de confiança dos empresários do setor em relação à situação político-econômica do País.

Tipos de imóveis
A pesquisa divulgada pela ACIGABC também trouxe dados interessantes em relação à tipologia dos imóveis vendidos. Em relação ao número de dormitórios, os de 2 quartos; e com área útil entre 45 metros quadrados (m2) e 65 m2 tiveram a maior representatividade, com 882 unidades vendidas.

Os imóveis de 3 dormitórios vendidos foram 180, sendo: 40 unidades entre 65 e 85 m2; 80 unidades de 85 a 130 m2 e 60 unidades com medica acima de 130 m2.

Estoques de imóveis baixos no ABC; demanda reprimida
Em contrapartida, os estoques ainda são reduzidos para suprir uma demanda reprimida de consumidores em virtude da queda histórica, dos últimos anos na região. Isso porque houve queda de 8% no primeiro semestre quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Atualmente, o volume está em 1829 unidades.

“Isso também traz uma expectativa de recuperação nos preços dos imóveis, uma vez que as unidades lançadas não estão sendo suficientes para repor o estoque”, diz o executivo da ACIGABC.

Santaguita explica que, por conta da grande demanda reprimida, há atualmente uma inversão na curva oferta x demanda. Em abril deste ano, a ACIGABC divulgou a queda histórica ocorrida, nos últimos anos, associada ao ambiente de segurança jurídica, juros menores e inflação sob controle, o que levou as empresas do setor a tirarem os projetos da gaveta.

Velocidade de venda sob oferta (VSO)
A velocidade de vendas sobre oferta, conhecida no mercado imobiliário como VSO, também registrou significativa alta, da ordem de 32% em junho deste ano no comparativo com o ano passado. Este ganho do mercado é importante, avalia Santaguita, justamente, porque equilibra a relação entre oferta e demanda, o que permitirá um novo fôlego para o segundo semestre.

“Nossa expectativa para a segunda metade de 2019 é de uma recuperação um pouco mais expressiva, com o avanço das reformas da previdência, tributária e de liberdade econômica, gerando assim um ambiente mais saudável para os negócios”, afirma o presidente da ACIGABC.

Queda nas vendas
As vendas de imóveis no ABC tiveram uma queda da ordem de 48% no primeiro semestre de 2019. Isso representa um total de 769 unidades vendidas e volume de vendas de R$ 271 milhões. De acordo com a entidade, o resultado se dá em virtude do endividamento dos consumidores e em relação à manutenção de emprego e renda, bem como pela queda nos investimentos, principalmente por parte da indústria, que está aquém do esperado.

Em comparação com a região metropolitana, o ABC representa 38% no total de unidades vendidas e 34,25% nos lançamentos. Já em relação à capital, o ABC representa 5,77% dos imóveis lançados neste primeiro semestre de 2019.

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