Trabalho remoto é tendência no mercado

Foto: Freepik

No início de 2020, quando apenas 5,2% dos profissionais exerciam suas atividades em home office, o trabalho remoto parecia um cenário distante no Brasil, porém, com a pandemia causada pela covid-19, mudanças foram inevitáveis. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 20 a 26 de setembro, 7,9 milhões de pessoas estavam em trabalho remoto.

Apesar das dificuldades de adaptação, o novo sistema agradou bastante o mercado. Segundo uma pesquisa realizada pela ISE Business School, 80% dos gestores das empresas brasileiras afirmaram gostar do novo modo de trabalho. Embora seja bem recente no Brasil, o estudo “The IWG Global Workspace Survey”, realizado no início do ano passado pela International Workplace Group (IWG), já apontava o trabalho flexível como o novo normal.

O relatório da IWG, que entrevistou empresários de 80 países, revelou que 62% das empresas do mundo tinham uma política de espaço de trabalho flexível. Com a pandemia, a tendência é que este número aumente. A BRLink – empresa líder em gerenciamento de nuvem na AWS, é um exemplo brasileiro de organização que durante este período, mudou de posicionamento em relação ao sistema de trabalho.

A  head de Gestão & Pessoas da BRLink, Ana Di Roberto, comenta que: “Alguns departamentos já trabalhavam em regime home office esporadicamente, com a pandemia, entendemos que o formato anywhere office funciona bem e conseguimos aderir com algumas adaptações em nossos processos”.

De acordo com Ana, os benefícios do novo sistema foram perceptíveis para a organização como um todo. Enquanto os colaboradores ganharam tempo, aumento da produtividade e, principalmente, da qualidade de vida, a empresa passou a economizar com estrutura física, custos de manutenção do escritório e a ampliar e diversificar a equipe com novos talentos.

“Atualmente contratamos pessoas do Brasil inteiro, enviamos os equipamentos necessários para o trabalho do colaborador e toda a documentação é digital, os treinamentos e onboarding, remotos”, explica Ana.

Apesar das facilidades do sistema, o anywhere office só é possível se os trabalhadores tiverem um dispositivo e uma boa conexão com a internet, para acessar o sistema da empresa. Em 2019, 37% dos entrevistados da IWG afirmaram que assegurar que todos os funcionários tivessem acesso a toda tecnologia de que precisavam para trabalhar de forma produtiva e segura poderia ser um obstáculo para adotar o trabalho flexível.

Este ano, o cloud product and marketing manager da BRLink, Alan Yukio Oka, relatou que as empresas acabaram acelerando a migração de cargas de trabalho para nuvem, segundo ele, uma vez que os sistemas podem estar “na nuvem” e acessíveis de qualquer lugar do mundo, potencializa o conceito de anywhere office.

Oka que também está trabalhando neste novo conceito, afirma que na BRLink o trabalho presencial se tornou opcional e, para as empresas que pretendem aderir a flexibilização, recomenda: “Antes de adotar o sistema de anywhere office, é muito importante considerar a segurança. Segurança sempre é um ponto importante para qualquer negócio”.

Diante de tantas adaptações repentinas, algumas vieram para permanecer. Recentemente, a empresa de benefícios de refeição e alimentação, Ticket, realizou uma pesquisa que revelou que 36% dos trabalhadores entrevistados prestam serviço em empresas que já indicaram que adotarão o trabalho remoto para algum setor. 33% afirmaram trabalhar em organizações que optaram pelo sistema híbrido.

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