Dobra o número de mulheres investidoras no último ano

Valor movimentado por elas na Bolsa chegou a R$ 79 bilhões | Foto: divulgação

Apesar de ainda ser uma área dominada pelos homens, nos últimos anos a participação de mulheres no mundo dos investimentos aumentou. O relatório da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) corrobora com essa realidade. De acordo com o estudo, mais que dobrou o número de investidoras no último ano, passando de 179 mil em 2018, para 388 mil em 2019.

O levantamento não aponta uma razão clara para essa participação maior de mulheres no universo das finanças, todavia, é possível que seja um reflexo do acesso à informação, de acordo com a especialista em Investimentos e Educação Financeira da Unicred SC/PR, Vivien Aucar. “A internet tornou mais fácil obter informações sobre investimentos e gestão de finanças pessoais. É o caso do portal Sua Saúde Financeira, onde é possível encontrar conteúdos em texto e vídeo, além de materiais gratuitos para download como planilhas e simuladores. O objetivo é descomplicar o mundo das finanças e melhorar a relação das pessoas com o dinheiro”, afirma Vivien.

Ela acrescenta que “a partir do momento em que as pessoas começam a praticar hábitos financeiros saudáveis no dia a dia, elas conseguem ajustar o orçamento, estabelecer prioridades e criar a rotina de poupar todos os meses. É um processo de autoconhecimento”, avalia a especialista.

Os investimentos realizados por mulheres em 2019 corresponderam a R$ 79 bilhões, o maior desde 2002 quando os dados começaram a ser compilados. No entanto, mesmo com esse crescimento as mulheres representam apenas 23% dos investidores na Bolsa.

Como começar a investir
Realizar o primeiro investimento ainda é motivo de dúvidas para muitas pessoas. Para desmistificar o assunto a Unicred SC/PR separou no portal Sua Saúde Financeira uma série de dicas importantes como os principais erros na hora de investir, como vencer o imediatismo e aprender a poupar, os mitos e verdades sobre previdência, além de como diversificar os investimentos.

De acordo com a especialista é preciso observar os seguintes pontos antes de realizar um investimento: “considere o seu momento de vida e necessidades atuais. Já existe uma reserva para emergências? Ela é muito importante para cobrir imprevistos e este dinheiro deve estar em aplicações de baixo risco e liquidez imediata, como é o caso da maioria das aplicações de renda fixa atreladas ao CDI e alguns fundos de investimentos conservadores. Outro ponto importante é conhecer o seu próprio perfil de investidor para que possa, futuramente, diversificar as aplicações. A diversificação nos permite diminuir os riscos e potencializar o retorno de uma carteira”, ressalta.

Vivien afirma que não existe uma única receita ou “fórmula mágica” que se aplique para todo mundo, ou seja, a escolha depende dos objetivos de cada um, momento de vida, perfil e necessidades.

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