Fundo quantitativo é opção para investir o 13º salário

O Fundo quantitativo, ou fundos quants, é opção para quem deseja rentabilizar o dinheiro, por meio da análise de dados feita por “robôs” | Foto: Reprodução

Especialistas são unânimes em afirmar que o 13º salário deve ser utilizado para pagar e renegociar dívidas. Mas quem está com as contas em dia, pode usar este dinheiro para realizar uma aplicação no mercado financeiro. Entre as opções que se destacam para investir o dinheiro extra estão os fundos quantitativos.

No fundo quantitativo as estratégias de investimento são executadas via algoritmos. De acordo com a diretora de Marketing do Pandhora Investimentos, Flora Damin, este modelo de investimento rendeu 11,72%, em 2019, equivalente a 201% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), superando investimentos tradicionais como a poupança e investimentos em renda fixa como, por exemplo, o tesouro direto.

Neste fundo, é possível realizar investimento inicial a partir de R$ 1 mil, em uma carteira diversificada – que diminui o risco. A principal diferença é a maneira como a tecnologia (robôs) substitui os gestores humanos.

“Os fundos quantitativos, ou fundos quant, como são conhecidos, são geridos por tecnologia e algoritmo. Na prática, isso quer dizer que ao invés de ter um analista de ações olhando o balanço das empresas e tomando decisões sobre qual ação comprar e vender, você vai ter um computador fazendo isso. É um robô que foi programado com tecnologia e regras para a tomada de decisão, baseada em um volume de dados que nenhum ser humano conseguiria processar”, explica Flora.

Com as decisões tomadas pelo computador, os fundos quants conseguem tirar todo o viés de momento que pode influenciar na hora de comprar ou vender as ações. Isso é importante em períodos em que o mercado apresenta instabilidade, como o que vivemos atualmente com câmbio volátil, incertezas políticas, Produto Interno Bruto (PIB) crescendo abaixo do esperado, dentre outros motivos que podem gerar incertezas no mercado.

“Quando o mercado entra em pânico, é muito comum que os gestores do fundo sejam impactados por esse momento. Quando temos um ser humano tomando decisão, ele está suscetível a ser influenciado ou também ficar com medo. Um computador não corre este risco de tomar decisão baseada na emoção e por impulso, uma vez que é um algoritmo que faz a gestão da carteira. Isso dá mais segurança em períodos de crise e faz com que, historicamente, os fundos quants se comportem de maneira diferente dos fundos tradicionais”, avalia a diretora de Marketing do Pandhora Investimentos.

Atualmente, uma pequena parte do mercado brasileiro de fundos de investimento é formada por fundos quantitativos. O potencial de crescimento deste mercado é muito grande. Nos Estados Unidos, fundos geridos por algoritmos já representam cerca de um quarto do mercado.

“Esse tipo de fundo bateu, em 2019, a marca de R$ 5 trilhões, justamente, porque oferece boa rentabilidade, gestão profissional e diversificação na carteira do investidor final. Para quem quer investir em fundo quant recomendamos: olhar o histórico, garantir que o fundo tem pelo menos três anos de existência, verificar como ele passou por crises e momentos de volatilidade e, principalmente, se ele atinge o que você quer com seus investimentos”, aconselha Flora.

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