Mercado de trabalho: especialista comenta as competências mais valorizadas pelas empresas

As habilidades comportamentais (soft skills) são mais subjetivas e levadas em consideração também pelas empresas | Foto: Unsplash/ Youxventures

Para cada vaga são definidos os perfis com as competências mais adequadas, que podem variar de acordo com as necessidades de cada área e empresa, mas as habilidades comportamentais (soft skills) são determinantes para destacar o perfil profissional no atual mercado de trabalho.

O especialista em ativação de performance Lucas Rana, sócio-diretor da Dinâmica Treinamentos, fala sobre a importância dada às habilidades comportamentais e sociais nos processos seletivos. “As hard skills levam um candidato a uma entrevista, mas são as soft skills que o levam a conquistar a vaga. Profissionais com estas capacidades representam vantagens estratégicas para as empresas”.

As hard skills são as habilidades técnicas, que são apontadas nos anúncios de vagas e são importantes para qualificar tecnicamente um profissional. Por exemplo, domínio de operação de máquinas, ferramentas de marketing, programação ou proficiência em softwares de design. Ressaltando que proficiência em línguas apesar de ser um pré-requisito em diversas vagas, trata-se de uma habilidade muito forte de comunicação.

Já as soft skills, caracterizadas pelas habilidades comportamentais, são mais subjetivas e compõem a personalidade e a forma de expressão dos candidatos. Portanto, são mais difíceis de serem mensuradas. Trata-se da capacidade de lidar emocionalmente com a pressão, autocontrole, automotivação, entre outras. Mas como conquistar ou desenvolvê-las?

Rana é enfático em sua orientação: “investir em autoconhecimento. Candidatos que se conhecem têm grande diferencial competitivo e isso é percebido em entrevistas e dinâmicas, pois sabem seus limites, suas capacidades em potencial e demonstram domínio sobre seus pontos a melhorar”, diz.

São consideradas soft skills as aptidões e comportamentos: facilidade em se comunicar; bom relacionamento; boa oratória; otimismo e entusiasmo; criatividade; flexibilidade; organização e resiliência. Contudo, o especialista destaca atitudes e ações que se enquadram entre as buscadas pelo mercado., como noções de gestão em geral, além de ter “jogo de cintura” e saber trabalhar em equipe.

Estas habilidades são inatas, muitas vezes, como, por exemplo, a criatividade e uma boa oratória. “Mas podem ser treinadas e melhoradas durante o cotidiano por meio da busca pelo autoconhecimento, em treinamentos de aperfeiçoamento pessoal e reflexões que nos ensinam a melhorar nosso modo de ser e de interagir com o mundo”, finaliza Rana.

 

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