ABC não seduz startup de bikes e patinetes elétricos

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Grow, principal operadora da modalidade, ainda não tem planos concretos para atuar na região | Foto: Marcio Bruno

Já faz algum tempo que regiões como a de Pinheiros, da Avenida Paulista e do Itaim Bibi, na capital, registram em suas ruas uma rápida proliferação de bicicletas e patinetes elétricos amarelos. São os equipamentos da startup Grow, organização oriunda da junção da brasileira Yellow com a mexicana Grin.

Sem postos fixos para a retirada e devolução e com pagamento por tempo de uso, a iniciativa abocanhou bom número de usuários e ver as amarelinhas por aí não é missão difícil.

Ao todo, a startup já está presente em dez capitais espalhadas pelo País. Além de capitais, a expansão da Grow já atingiu, também, outras cidades de São Paulo. São elas: Campinas, Santos, São José dos Campos e Ilha Bela (durante o verão).

Embora existam planos para que a plataforma chegue a outras localidades, as cidades do ABC ainda não são atraentes para o grupo e seguem fora dos planos. Ao repercutir o movimento de expansão com a reportagem da Negócios em Movimento, a empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa: “ainda não há previsão ou detalhes para o ABC”.

A troca de e-mails com a redação informa que a “empresa sempre tem intenção de expandir a sua atuação”, mas esclarece que a Grow “precisa garantir que as áreas atendidas possuam a densidade necessária para uma operação saudável”. A assessoria ressalta que são feitos estudos constantes sobre o assunto.

Um dos motivos que explicam a falta de interesse da startup no ABC é a inexistente malha cicloviária nas cidades da região, quadro distinto dos municípios que receberam a operação do grupo. Santos, por exemplo, conta com aproximadamente 50 quilômetros (km) de ciclovias; Campinas, 30 km.

Embora receba boa aceitação por parte dos usuários, os equipamentos elétricos também geram polêmicas e recebem críticas, especialmente após o registro de alguns acidentes envolvendo usuários dos patinetes. A repercussão fez com que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, assinasse decreto provisório, no fim de maio, com diversas regras para o transporte compartilhado na cidade.

Câmara de São Caetano aprova legislação sobre o assunto

Em 7 de maio, a Câmara Municipal de São Caetano do Sul aprovou projeto enviado pelo Executivo que regulamenta a “exploração de compartilhamento de modais ativos ou elétricos de transporte individual no município”. A lei determina que as empresas que desejam oferecer o serviço na cidade devem obter credenciamento junto à Secretaria de Mobilidade Urbana.

Aos domingos, cidade adotou o modelo de ciclofaixas para incentivar o uso das bikes | Foto: Letícia Teixeira/PMSCS

O processo para a obtenção da licença (de 24 meses, com possibilidade de renovação) demanda o pagamento de R$ 5 mil por parte da interessada. O texto determina também, dentre outras coisas, o pagamento de 5% do valor total das viagens realizadas na cidade no mês anterior. De acordo com a lei, já sancionada pelo prefeito José Auricchio Júnior, o valor arrecado será revertido para o Fundo Municipal de Transportes.

Financiamento internacional deve ser para ciclovias

Além da iniciativa para regulamentar a modalidade, a Prefeitura também se movimenta para disponibilizar uma malha cicloviária para a população. A Administração pleiteia financiamento pelo CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina para diversificar os modais de transporte na cidade (o que inclui a criação de ciclovias, como já admitiu publicamente o prefeito) e recuperar estruturas viárias.

Caso o financiamento seja aprovado, a verba também será usada para iniciativas de saneamento ambiental e inovação energética. Em nota, a Prefeitura esclarece que “o pleito tramita junto aos órgãos responsáveis para a obtenção de respectivas aprovações”.

O valor requerido junto à instituição financeira não foi informado. Sobre as ciclovias, o documento afirma apenas que o projeto está em desenvolvimento.

Em 7 de maio, a Câmara Municipal de São Caetano do Sul aprovou projeto enviado pelo Executivo que regulamenta a “exploração de compartilhamento de modais ativos ou elétricos de transporte individual no município”. A lei determina que as empresas que desejam oferecer o serviço na cidade devem obter credenciamento junto à Secretaria de Mobilidade Urbana.

O processo para a obtenção da licença (de 24 meses, com possibilidade de renovação) demanda o pagamento de R$ 5 mil por parte da interessada. O texto determina também, dentre outras coisas, o pagamento de 5% do valor total das viagens realizadas na cidade no mês anterior. De acordo com a lei, já sancionada pelo prefeito José Auricchio Júnior, o valor arrecado será revertido para o Fundo Municipal de Transportes.

Financiamento internacional deve ser para ciclovias

Além da iniciativa para regulamentar a modalidade, a Prefeitura também se movimenta para disponibilizar uma malha cicloviária para a população. A Administração pleiteia financiamento pelo CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina para diversificar os modais de transporte na cidade (o que inclui a criação de ciclovias, como já admitiu publicamente o prefeito) e recuperar estruturas viárias.

Caso o financiamento seja aprovado, a verba também será usada para iniciativas de saneamento ambiental e inovação energética. Em nota, a Prefeitura esclarece que “o pleito tramita junto aos órgãos responsáveis para a obtenção de respectivas aprovações”.

O valor requerido junto à instituição financeira não foi informado. Sobre as ciclovias, o documento afirma apenas que o projeto está em desenvolvimento.

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