O que startups podem ensinar para empresas e empresas para startups

CIO e Cofundador da Sevensete, venture builder que auxilia empreendedores a construírem, executarem e transformarem suas ideias, mostra as diferenças dos modelos de gestão e os aprendizados de ambos

Arte: Arquivo

De tempos em tempos, novos modelos de negócio aparecem no mercado, muito pelo ímpeto dos empreendedores sempre buscarem novas alternativas de crescimento e desenvolvimento de novos produtos. Porém o surgimento das startups foi um marco, pois impactou diretamente na operação e gestão de várias empresas, inclusive as mais tradicionais.

As organizações até chegaram ao ponto de desenvolverem polos especializados e de fomento ao empreendedorismo como forma de se manterem atualizadas, criarem processos mais eficientes sem perder robustez, além da chance de crescer cada vez mais com uma nova solução de mercado. Mas, não dá para negar que o aprendizado é mútuo, pois ao mesmo tempo que as startups trouxeram mais inovação e agilidade, as empresas tradicionais tinham a experiência e robustez do mercado.

“Hoje as tecnologias estão cada vez mais acessíveis, baratas e altamente escaláveis, isso faz com que as empresas possam desempenhar o seu máximo em uma cultura completamente focada no cliente, pois toda a cadeia de produção foi requalificada com o contínuo investimento em fusões, aquisições e parcerias com startups com o objetivo de aprenderem e absorverem tecnologias, pessoas, metodologias, processos, mantendo a empresa atualizada a novas tendências”, explica Ivan Marques, CIO e Cofundador da Sevensete , venture builder que auxilia empreendedores a construírem, executarem e transformarem suas ideias.

Ivan destaca alguns pontos importantes desse processo de aprendizagem entre as startups e as empresas mais tradicionais, entre eles estão:

  • As Startups devem olhar para as empresas tradicionais que mantêm uma estrutura sólida, perene e lucrativa ao decorrer de anos. O modelo das startups, principalmente voltados para metodologias enxutas, acabam muitas vezes permitindo o desenvolvimento de alicerces frágeis ou sensíveis e qualquer falha ingênua ou cenário adverso pode simplesmente extinguir a operação;
  • As empresas tradicionais também podem assumir riscos: uma empresa, que tem história, grandes estruturas físicas e de pessoas, correlação direta e indireta com diversos setores da economia e do mercado, dificilmente está disposta a arriscar tudo ou nada na criação de uma nova operação, produto ou serviço. Mas, com o estudo e consultoria dos empresários de startups, podem compreender o processo de um grupo de 4 ou 5 fundadores que se juntam – inclusive trabalhando por longos períodos sem remuneração, para apostar em uma nova ideia que acreditam ser o próximo unicórnio;
  • Empresas tradicionais ensinam o poder da resiliência, que proporciona grande capacidade de investimento para novas ações. Para que esse movimento continue crescendo, a cultura da velha guarda e as diversas estruturas e tecnologias defasadas e ociosas precisam dar lugar a novas iniciativas que se demonstram aos montes dentro das startups tendo como premissa a agilidade no ciclo execução, o espaço para errar e aprender, além da cultura voltada para o cliente.

Ivan explica que a sinergia do mercado é a melhor aposta para o futuro e pondera que esse processo se consolida muito antes de novos termos. “As empresas que tiverem a capacidade de entender os benefícios de olhar para o mundo das startups como um ecossistema de aprendizado e inovação irão conseguir se manter vivas por muito tempo. E as startups que focam seus objetivos na entrega clara de seu propósito, sempre terão espaço e atrairão a atenção das empresas tradicionais, isso é um ganha-ganha sem fim pro mercado”, explica.

Um caso prático desse processo é a própria Sevensete. A criação da empresa é resultado direto da soma de conhecimentos do mundo das startups e da estrutura de empresas tradicionais. A junção desses caminhos e aprendizados proporciona o auxílio em mais de 20 empresas (tradicionais e startups) e 2 milhões em investimento em 3 anos. Além, é claro, do desenvolvimento do “método S7” que incorpora todas as fases do desenvolvimento de um negócio e auxilia desde a ideação, passando pelo planejamento estratégico, financeiro, até a governança e apoio na jornada das rodadas de investimento.

“Quando criamos a Sevensete, muitas pessoas não entendiam e até questionavam o nosso modelo de atuação, mas aos poucos estamos provando na prática o poder de um ecossistema sustentado pela diversidade de portfólio aliada ao relacionamento entre empresas tradicionais e startups, somos um produto dessa tendência que tem se mostrado cada vez mais e próspera no mercado”, conclui Marques.

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