Prefeitura de São Paulo investe R$ 1 milhão em startups da periferia

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24 iniciativas receberam R$ 32 mil e terão apoio técnico por seis meses | Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Paulo está investindo aproximadamente R$ 1 milhão, por meio da Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento, para acelerar o desenvolvimento de 24 empresas inovadoras localizadas na periferia da capital. Essas startups estão participando do Vai Tec – Programa de Valorização de Iniciativas Tecnológicas, coordenado pela Ade Sampa, entidade vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

Nesta quarta-feira, 17 de outubro, a Prefeitura anunciou o investimento de R$ 768 mil diretamente para as empresas. Cada empreendimento recebeu um cheque simbólico com o valor de R$ 32 mil para acelerar o desenvolvimento de seus negócios inovadores. Os empreendedores receberão o valor em três parcelas de acordo com o cumprimento das metas do programa. Os R$ 250 mil restantes estão sendo investidos em um programa de Aceleração para os 24 negócios.

Participaram do evento o prefeito Bruno Covas, a secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Aline Cardoso, a diretora da Ade Sampa, Thaís Piffer, e o diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo, Américo Mattar.

“O filtro foi muito rígido. Esses 24 negócios superaram todas as etapas e nós acreditamos muito neles. São empreendimentos inovadores das periferias das zonas leste, sul e norte, que atuam em seus locais e colaboram para o desenvolvimento econômico de toda a cidade com criatividade e inclusão social”, disse a secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, Aline Cardoso.

“O DNA da cidade de São Paulo é o DNA do empreendedorismo. As pessoas vieram de outros países e regiões para cá em busca de oportunidade. A cidade vem passando por um processo de transformação por conta das pessoas que temos aqui. Precisamos reconhecer os bons exemplos e um programa como esse vai exatamente nessa direção”, destacou o prefeito Bruno Covas.

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, participou da cerimônia de premiação | Foto: Divulgação

O programa de Aceleração de seis meses é a novidade desta 3ª edição do Programa Vai Tec. Através da parceria com a Fundação Telefônica Vivo, que desde 2013 atua por meio do Programa Pense Grande no fomento da cultura empreendedora, apoiando e fortalecendo jovens e seus empreendimentos por todo o Brasil, o Vai Tec se tornou um programa mais robusto. A base metodológica usada pela Fundação Telefônica Vivo serviu de ponto de partida para a elaboração da metodologia do Vai Tec, e os investimentos feitos pela organização serão fundamentais para realizar o acompanhamento e suporte dos 24 empreendedores nos próximos seis meses.

“O trabalho do Vai Tec dialoga com os dois cernes do Programa Pense Grande: empatia e protagonismo social. Há potencial e criatividade nas periferias e, com oportunidade e formação, é possível fazer muita coisa inclusiva, trazendo a comunidade junto e pensando em soluções que atinjam o nosso dia a dia”, declarou o presidente da Fundação Telefônica Vivo, Américo Mattar.

O evento também contou com um bate-papo sobre o tema empreendedorismo e tecnologia com André Barrence, diretor do Google Campus; Iana Chan, fundadora da PrograMaria; e Eduardo Lopes, diretor da Estação Hack do Facebook. Mediado pela secretária Aline Cardoso e com participação dos jovens premiados, o debate abordou os desafios e as oportunidades que envolvem o empreendedorismo nas periferias da cidade.

Com atividades da etapa de aceleração em andamento desde 24 de setembro, o Vai Tec vai ajudar jovens que identificaram uma oportunidade de negócio, iniciaram o desenvolvimento do produto ou serviço, mas ainda enfrentam dificuldades para empreender porque precisam trabalhar e gerar renda de forma imediata.

Os empreendedores participarão de capacitação na área de gestão, que abordará aspectos técnicos, jurídicos e mercadológicos. Os jovens aprenderão a desenvolver seus negócios de forma sustentável por meio de acompanhamento individual e orientação por metas e métricas.

O programa conta com duas frentes. A primeira, chamada Fábrica de Negócios, promove oficinas de “Ideação” e “Validação” para quem quer transformar ideias em planos de negócio. A segunda é a Aceleração Vai Tec, que apoia empreendimentos inovadores das periferias que utilizam tecnologia. Antes disso, foram realizados eventos de “Inspiração”, que reuniram cerca de 500 jovens de todas as regiões da capital para troca de experiências com empreendedores e vencedores de edições anteriores do Vai Tec.

O Vai Tec é uma iniciativa da Ade Sampa, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e a Fundação Telefônica Vivo. O programa está na terceira edição e tem como objetivo apoiar jovens que querem empreender com tecnologia nas periferias, desde a viabilização da ideia até a sustentabilidade do negócio. A metodologia de trabalho para as atividades da atual edição foi concebida em processo de cocriação, que contou com Fundação Telefônica, Aliança Empreendedora e Semente de Negócios, sob a coordenação da Adesampa e da Secretaria.

Algumas iniciativas selecionadas

Silvana Truccs: produz calcinhas para drag queens, travestis e mulheres trans que permitem esconder a genitália de forma segura e eficaz, aliando estética e saúde.

 – Coletivo DedoVerde: realiza ações ambientais (coleta, armazenagem, destinação), educacionais (palestras), socioeconômicas (geração de renda local) e de saúde (acesso a alimentos orgânicos, prevenção de doenças) nas periferias.

4Way: atua na popularização do conhecimento da língua inglesa por meio de metodologia em que os professores oferecem um conteúdo personalizado a partir da idade e capacidade dos alunos.

– Clube da Preta: serviço de assinatura de produtos criativos (estuário, artes e acessórios) feitos por afroempreendedores da periferia.

– Alfabantu: plataforma que promove conteúdos educativos com referenciais positivos sobre cultura e história da população afrodescendente e indígena para crianças, profissionais e pais.

Perfil dos empreendedores selecionados para a Aceleração

Os 24 empreendimentos inovadores:

  • Nove da Zona Sul, oito da Zona Leste e sete da Zona Norte
  • 33% são do gênero feminino, 66% masculino
  • 32% se identificam como brancos, 68% como negros (pretos e pardos)
  • Idade média de 31 anos
  • 75% possuem renda familiar de até três salários mínimos
  • 50% possuem o empreendimento como única fonte de renda familiar

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