Projeto seleciona startups com impacto social na América Latina

Na etapa final, as startups aprovadas pela banca julgadora receberão o "Selo iImpact" e farão parte de um e-book com a descrição dos cases, estatísticas do setor e opinião de lideranças | Foto: Freepik

Termina em 31 de agosto o prazo de inscrição para o maior mapeamento de impacto social das startups da América Latina: o iImpact. Desenvolvido pelo Innovation Latam, o projeto é inédito e visa expor, conectar e validar as startups latino-americanas que estão, realmente, gerando impacto socioambiental positivo na região. Para se inscrever clique aqui.

Por meio da metodologia desenvolvida pelo docente doutor Fabian Salum, da Fundação Dom Cabral, e sua equipe, as startups serão avaliadas e somente aquelas que estão gerando e mensurando o impacto de suas atividades na sociedade receberão o selo iImpact.

O projeto é uma oportunidade para as startups se qualificarem e mostrarem ao mercado o compromisso com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o fundador da plataforma Innovation Latam, João Pedro Brasileiro, “ao final de todo esse processo, teremos um ecossistema mais integrado, pois as startups detentoras do selo iImpact poderão ser mais facilmente encontradas tanto por empresas, como por investidores”, afirma.

De acordo com Brasileiro, as startups exercem papel cada vez mais importante no campo da pesquisa e têm auxiliado empresas e governos a serem mais produtivos e inovadores. A boa notícia é que além da utilização expressiva de tecnologia para as mais diversas áreas elas têm também outro traço em comum: preocupam-se com a sustentabilidade socioambiental do planeta.

Na outra ponta estão empresas já estabelecidas que também passam a observar esse critério como pré-requisito, para contratos de parceria e/ou investimentos. “Nesse cenário é que o iImpact passa a ser peça fundamental para facilitar esse match entre esses dois universos”, afirma.

Ainda segundo o idealizador do iImpact, “a preocupação com o desenvolvimento social já estava no DNA das startups e só cresceu após o início da pandemia. A sociedade percebeu que não há como adiar a solução de problemas como saneamento, desmatamento, aquecimento global, desigualdade social entre outros temas”.

As startups se inscrevem por meio de plataforma digital, preenchem um questionário qualificatório e são submetidas a aplicação de um sistema de pontuação. O grande diferencial é que na segunda etapa acontece a coleta de evidências de impacto.
Tais evidências serão julgadas por uma banca avaliadora composta por mais de 40 executivos do alto escalão das principais empresas que atuam na América Latina e docentes. Entre elas: Aegea, IBM, Grant Thornton, MRV Engenharia, Dow, Electrolux, Gerdau, Oracle, Amazon, Bradesco, Cubo-Itaú, Saque-Pague entre outros.

A professora convidada da Fundação Dom Cabral, Karina Coleta, destaca os critérios da seleção. “O que chama a atenção nessa metodologia é que estamos indo além da declaração, ou seja, da intenção das startups de fazerem ações ou de simpatizarem com algumas causas. Um dos pilares do iImpact é a comprovação das evidências da contribuição social’, ressalta.

Todo o processo será feito por meio de plataforma digital. As startups farão o upload de materiais multimídia, que comprovem as evidências. Os jurados terão acesso mediante senha às empresas previamente alocadas, de acordo com a expertise de cada um.

Na etapa final, as startups aprovadas pela banca julgadora receberão o “Selo iImpact” e farão parte de um e-book com a descrição dos cases, estatísticas do setor e opinião de lideranças. Haverá ainda um evento de apresentação das startups e a divulgação no portal do projeto.

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