Web Summit em Lisboa indica os caminhos da inovação

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Maior evento de tecnologia do mundo reuniu mais de 70 mil pessoas; ABC esteve representado | Foto: Divulgação

O maior evento de tecnologia e inovação do mundo ocorreu, em Lisboa, Portugal. A terceira edição do Web Summit em terras lusitanas alcançou números grandiosos: cerca de 1,2 mil oradores e 70 mil participantes. Desembarcaram no aeroporto da cidade, o Humberto Delgado, representantes de mais de 160 nações. Dentre os ávidos por novidades tecnológicas, cerca de mil participantes brasileiros, com duas dezenas de representantes do ABC Valley, ecossistema de inovação e startups das nossas sete cidades.

Durante os quatro dias de evento, entre 5 e 8 de novembro, foram motivos de reflexões e discussões os mais variados temas que darão a tônica das mudanças futuras e das disrupções já em curso, ou, em outros casos, já consolidadas. A estrutura do evento englobava quatro pavilhões e por eles estavam espalhadas as arenas, cada qual com a programação voltada a uma temática.

Presente no evento, o diretor de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento e Geração de Emprego de Santo André, Felipe Carvalho, elogiou a diversa programação do evento. “Você acaba não conseguindo assistir 5% do que tem de conteúdo lá. Se você não foca, você acaba se perdendo”, comenta. Carvalho priorizou as agendas voltadas à mobilidade urbana e à indústria automobilística.

Carros autônomos e elétricos são realidade. Os automóveis cada vez mais conectados mudarão totalmente a experiência do usuário. Para melhor. Essa é uma das mensagens finais das discussões.

Um dos grandes desafios, especialmente para os veículos autônomos, é a questão da legislação. Será preciso que algum país tome a dianteira na criação de um marco regulatório inédito para esses automóveis.

Carvalho alerta que a popularização desses veículos deve ser feita com cautela, para evitar a criação de uma imagem negativa perante a sociedade. “Não pode ‘queimar a largada’. Por mais que gere menos acidentes, um acidente que acontecer repercute de uma forma como se o veículo fosse inseguro. É preciso ter o time certo. Porque na média, no resultado final, a redução no número de acidentes é gigante. Mas a visibilidade de um caso pode prejudicar a popularização dessa tecnologia”, explica.

Internacionalização de startups

A jornada de Carvalho em Portugal não se limitou ao Summit. O executivo participou, em conjunto com a delegação tupiniquim organizada pela Associação Brasileira de Desenvolvimeno Industrial (ABDI), Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira e Atlantic Hub, de visitas técnicas à incubadoras, espaços de coworking e outros atores do ecossistema de inovação local.

Com as experiências acumuladas, o diretor voltou ao Brasil com a certeza de que algumas startups da região têm potencial real de internacionalização. “Elas estão num grau de maturidade técnica e empresarial em que realmente dá para alçar voos internacionais. A gente voltou com a lição de casa de dialogar e colocar internacionalização dentro do radar”, conclui.

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