Desemprego afeta 14,1 milhões de pessoas

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,6% no terceiro trimestre do ano, o que representa alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, quando ficou em 13,3%. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa da série histórica, que começou em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, foram mais de 1,3 milhão de desempregados que entraram na fila em busca de um trabalho no País. As informações estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, referente ao período entre julho e setembro de 2020.

Ainda conforme o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais. Os maiores índices foram registrados na Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%).

Santa Catarina (6,6%) teve o menor índice. Já os maiores crescimentos da taxa de desocupação foram registrados na Paraíba (4 pontos percentuais), Amapá (3,8 pontos) e Pernambuco (3,8 pontos).

Para a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, esse aumento no desemprego reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19.
Segundo ela, houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre.
“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurar trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente em busca de uma ocupação”, destaca Adriana.
Informalidade

A taxa de informalidade ficou em 38,4% no trimestre encerrado em setembro. O percentual equivale a 31,6 milhões de pessoas sem carteira assinada, que são empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos, sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, o percentual era de 36,9%.

São Bernardo do Campo
No ABC, São Bernardo do Campo liderou em outubro a geração de empregos formais. No período, empresas e indústrias instaladas na cidade enceraram o mês com saldo positivo de 2.360 novos postos de trabalho abertos. É o maior índice de contratações obtido pela cidade no período em mais de 10 anos. Os dados foram divulgados nesta última quinta-feira (26) pelo governo federal, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Desde agosto, com a reabertura gradual do comércio na cidade, São Bernardo do Campo tem apresentado aumento no número de contratação de trabalhadores. Em agosto, foram 444 admissões, em setembro, o saldo positivo foi de 865 vagas.

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