Doação de sangue diminui na pandemia

A região com maior taxa de doação por mil habitantes é o Sul, com 19 doadores por mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde | Foto: Fernando Frazão/ABr

Com a pandemia, o número de doadores reduziu em torno de 20%, mesmo com os hemocentros preparados para receber as doações. Em alguns casos o Ministério da Saúde precisou acionar o Plano Nacional de Contingência do Sangue, que possibilitou o remanejamento de 2.934 bolsas de sangue de outras unidades da federação para aquelas com maior dificuldade, com o apoio operacional e logístico do Ministério da Saúde. Por isso, no Dia Nacional do Doador de Sangue (25), a pasta quer sensibilizar a população a doar sangue e salvar vidas.

Além disso, a data tem também o propósito de agradecer os doadores regulares, além de lembrar um período de estoques baixos nos bancos de sangue, devido à proximidade das férias e datas comemorativas de fim de ano com feriados prolongados.

O Ministério da Saúde reforça que é necessário promover e fortalecer as ações que estimulam a doação voluntária para manutenção dos estoques de sangue, segundo o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte.

“É importante lembrar que não há um substituto para o sangue, cuja disponibilidade é essencial em diversas situações, atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a doença falciforme e a talassemia, e outras doenças que, frequentemente, necessitam de transfusão sanguínea”, explica Duarte.

A região com maior taxa de doação por mil habitantes é o Sul, com 19 doadores por mil habitantes, seguidos pelas regiões Centro Oeste (17 doadores), Sudeste (15 doadores), Nordeste (14 doadores), Norte (13 doadores).

Para não haver desabastecimento, o Ministério da Saúde monitora diariamente os estoques de sangues nos hemocentros dos estados. No Brasil, existem 32 hemocentros públicos, sendo, pelo menos um em cada estado, bem como outras instituições que recebem doadores de sangue e ajudam a manter os serviços de saúde abastecidos.

Dados sobre a doação 
Por ano, são realizadas cerca de 3,3 milhões doações de sangue no Brasil. Isso corresponde a taxa de doação de 16 pessoas por mil habitantes. Mesmo que o percentual de 1,6% esteja dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de que pelo menos 1% da população seja doadora de sangue, o Ministério da Saúde trabalha constantemente para aumentar esse índice e conscientizando mais pessoas para serem doadores regulares, mantendo assim os estoques de sangue em níveis seguros.

Com relação à periodicidade das doações no Brasil, 40% correspondem às pessoas que doam pela primeira e as doações de repetição, aquelas cujo doador realiza duas ou mais vezes no período de 12 meses, está em torno de 60%.

Do total de doadores de sangue em 2019, 53% são do sexo masculino e 37% são do sexo feminino. Em relação à faixa etária, tivemos 65% de doadores maiores que 29 anos.

Quem pode doar
No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores (entre 16 e 18 anos) é necessário o consentimento dos responsáveis, e entre 60 e 69 anos a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos.

É preciso também pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação, não fumar e não estar em jejum. No dia da doação, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

A frequência máxima de doações de sangue é de quatro vezes ao ano para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Para conferir alguns locais de doação de sangue no ABC, clique aqui. 

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