Marcelo Oliveira cobra do prefeito de Mauá posicionamento sobre crise na área da saúde

Oliveira critica a postura de Jacomussi | Foto: divulgação

O pré-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores em Mauá, o vereador Marcelo Oliveira, cobra posicionamento e ações concretas do prefeito Atila Jacomussi em relação à situação da saúde pública no município. Segundo o parlamentar, o governo está sendo “omisso ao não tomar atitudes”, para dar respostas à população em meio ao agravamento da crise causada pelo novo coronavírus.

Um dos exemplos citados por Oliveira é o caso envolvendo o secretário de Saúde de Mauá, Luís Carlos Casarin. Em operação de busca e apreensão realizada em 15 de junho, integrantes da Polícia Civil e do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) encontraram R$ 19,3 mil em dinheiro vivo escondidos em duto de aparelho de ar-condicionado na casa do secretário.

Casarin está sendo investigado – juntamente com o prefeito – por supostas irregularidades na construção e na gestão do hospital de campanha. Segundo a promotoria do Estado, há no processo indícios “de crimes contra a lei de licitações, de falsidade ideológica, de lavagem de dinheiro e de formação de organização criminosa”.

“Absolutamente nada foi feito em relação a este fato concreto. Nenhuma sindicância ou posição pública do prefeito. Há uma clara proteção ao secretário, e o prefeito está sendo conivente e cúmplice neste novo caso de escândalo na cidade. Em vez de agir, fica se colocando como vítima ao dizer que a oposição não o deixa trabalhar. É lamentável este tipo de postura”, afirma o parlamentar e pré-candidato.

O petista ressalta que a ineficácia da atual administração ocorre no momento em que os números de casos e de mortes pela Covid-19 disparam em Mauá. Na região, a cidade é a que apresenta maior taxa de letalidade – parâmetro usado para medir a gravidade de uma doença.

Segundo números consolidados em 6 de julho pela ABC Dados, Mauá – com 900 contaminados e 142 óbitos – registrava 16% de taxa de letalidade. O índice é o dobro da segunda colocada, Ribeirão Pires, com 8% de mortalidade.

Além disso, levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) com base em dados relativos a maio deste ano mostra que Mauá ocupa a penúltima colocação em ranking de testagens no ABC, para detecção do novo coronavírus. Foram realizados 943 exames, número superior apenas ao de Rio Grande da Serra, com 536 testes, cuja população é quase dez vezes menor do que a de Mauá.

“A Prefeitura possui R$ 9 milhões em caixa para investir no enfrentamento ao coronavírus. Esse dinheiro é o que sobrou dos R$ 14 milhões repassados pelos governos federal e estadual como auxílio à cidade – o restante foi usado no hospital de campanha que, por sinal, está sendo investigado. Esta verba seria suficiente, por exemplo, para a testagem de 30 mil pessoas”, destaca Oliveira.

Recentemente, o petista protocolou na Câmara indicação de projeto de lei com o intuito de cobrar o prefeito a utilizar a verba represada. Como sugestões, o vereador frisou que o montante poderia ser investido no pagamento de auxílio emergencial municipal à população mais carente, na distribuição de cestas básicas às famílias mais vulneráveis, ou na realização de testes em massa.

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