Orquestra Sinfônica de Santo André lança “Microestreias da Quarentena”

O projeto foi idealizado pelo maestro Abel Rocha, diretor artístico da OSSA | Foto: Ding Musa

A programação que tem sido disponibilizada pela Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA) nas redes sociais terá uma novidade neste domingo (17). A partir das 14h, o público poderá conferir as Microestreias da Quarentena, na fanpage da OSSA.

O projeto foi idealizado pelo maestro Abel Rocha, diretor artístico da OSSA. Para a realização desta iniciativa, o maestro convidou oito compositores brasileiros, residentes no Brasil e no exterior, para criar pequenas peças musicais que dialogassem com o momento de isolamento social.

De acordo com o maestro, a proposta foi para que os convidados criassem obras para conjuntos instrumentais reduzidos, levando em conta as diversas implicações do distanciamento social. Afinal, era preciso saber que, em primeiro lugar, a gravação das peças muito provavelmente seria apreciada em telas pequenas, como as de celulares.

Uma das preocupações foi que os autores levassem em consideração as características do distanciamento social, já que os músicos não poderiam se encontrar e ter ensaios presenciais. Outra característica é que cada um dos músicos teria de gravar a sua parte audiovisual com os recursos disponíveis em suas casas.

“Como essas obras são inéditas e, portanto, novidades também para os músicos da OSSA, um dos grandes desafios do projeto foi estabelecer como cada músico poderia gravar a peça em sua casa, sem ensaios, e ainda assim nos permitir sincronizar os vídeos obtidos na edição final. Isso foi contornado com a criação de guias específicas para cada obra, linhas bases, áudios de explicação e roteiros sonoros”, detalha o maestro.

Toda a estratégia para a execução do projeto também foi liderada por Rocha. Para tanto, ele gravou as instruções em áudios encaminhados aos instrumentistas durante as gravações de suas respectivas partes instrumentais.

Os convidados
 Os compositores Alexandre Lunsqui, Alexandre Guerra, Neymar Dias, João Cristal, João Guilherme Ripper, Leonardo Martinelli, Maurício De Bonis e Chico Mello aceitaram o desafio. Tal conjunto de autores representa a diversidade do pensamento musical contemporâneo brasileiro, na sua mais ampla gama de sonoridades, estruturas e filosofias da composição.

Cada uma das obras foi idealizada e escrita para um pequeno conjunto, entre quatro e seis instrumentistas. Para os compositores, ao compor, esses grupos não passam de pequenos conjuntos de música de câmara, mas para a orquestra, empenhada em produzir essas estreias, trata-se de uma operação envolvendo 40 músicos, maestro e equipe técnica.

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