Polo Petroquímico registra mais de 60 quedas de balões em três meses

Soltar balões é crime, que prevê detenção de um a três anos e/ou multa | Foto: reprodução

Entre janeiro e julho, 79 quedas de balões foram registradas na região do Polo Petroquímico do ABC, segundo levantamento divulgado pelo Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC (COFIP ABC), por meio do Plano de Auxílio Mútuo Capuava (PAM Capuava), um compromisso formal entre empresas e órgãos públicos para a atuação integrada no atendimento a emergências.

O volume de quedas de balões representa um crescimento de 6,85% em relação ao acumulado no mesmo período, em 2019, quando 73 balões foram registrados.
Segundo o coordenador do PAM Capuava, Valdemar Conti: “Os balões representam o principal risco externo para o Polo Petroquímico do Grande ABC, que registrou, em média, 11 balões abatidos por mês, entre janeiro e julho”, afirma.

Dos 79 balões, 61 foram contabilizados apenas entre maio e julho, quando ocorrem as festas juninas e se tornam mais comuns as ações de grupos, que soltam balões e expõem toda a população a perigos.

“Os balões podem cair ainda em chamas sobre locais aleatórios, como o telhado de uma casa, e colocar em risco a segurança de uma família, ao provocar incêndio de grandes proporções”, aponta. O fato de as pessoas estarem mais em casa, por conta da pandemia, e o clima mais seco deste período contribuíram para este índice, na avaliação de Conti.

No Polo Petroquímico do Grande ABC, o monitoramento do céu é permanente, com foco na captura de balões que ofereçam riscos às instalações. Quando um balão é avistado, os brigadistas acionam um sistema interno de comunicação para fazer o alerta e atuam com rapidez por vias internas que interligam as indústrias. Em viaturas equipadas com canhões, conseguem abater o balão ainda no ar.

De acordo Conti, a população tem importante papel na prevenção de problemas causados pelas ações de baloeiros: fazer denúncias anônimas ao Disque Denúncia (181) ou à Polícia Militar (190). “Não só soltar balões é crime, como também fabricar, vender e transportar, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais (lei federal nº 9.605/98), que prevê detenção de um a três anos e/ou multa”, afirma.

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